Indicadores Municipais
PIB per capita · Renda · Desigualdade · Emprego · Empresas · Bolsa Família
O cenário econômico de Rio Branco vive um paradoxo entre a geração de riqueza agregada e a distribuição de renda. O PIB per capita expandiu de forma consistente, saltando de aproximadamente R$ 15,2 mil em 2010 para mais de R$ 35,5 mil em 2023. Esse avanço é acompanhado por um salto impressionante no número de empresas ativas, que passou de cerca de 6 mil em 2021 para quase 15 mil em 2023, sugerindo um forte movimento de formalização de negócios e empreendedorismo local. No entanto, o mercado de trabalho formal mostra sinais de saturação e perda de poder de compra, evidenciado pela queda no rendimento médio mensal de 3,1 para 2,9 salários mínimos entre 2022 e 2023. A maior fragilidade reside na extrema dependência de programas sociais: o volume de beneficiários do Bolsa Família (estabilizado em cerca de 113 mil pessoas em 2026) e os montantes transferidos (na casa dos R$ 28 milhões mensais) revelam que uma parcela expressiva da população ainda depende diretamente de subsídios estatais para a subsistência básica, limitando o potencial de consumo autônomo e a resiliência econômica local.
O PIB per capita é o Produto Interno Bruto do município dividido pela sua população. Mede a riqueza econômica média gerada localmente por habitante, em reais. É um indicador de prosperidade econômica, embora não reflita a distribuição de renda entre a população.
Entre 2010 e 2023, Rio Branco registrou crescimento de 133% — de R$15.265 para R$35.533.
Tendência
Fonte: IBGE
O coeficiente de Gini mede a concentração de renda em uma escala de 0 a 1: 0 representa igualdade total e 1 representa desigualdade máxima. No Brasil, valores acima de 0,50 indicam alta desigualdade. É o principal indicador de distribuição de renda do município.
Média Brasil
0.393
Diferença
+32.3%
Tendência
Fonte: IBGE / PNUD
O rendimento médio mensal dos trabalhadores formais, expresso em salários mínimos. Reflete o poder de compra da força de trabalho local e serve como indicador da qualidade dos empregos formais disponíveis no município. Calculado a partir dos dados do Censo e RAIS/IBGE.
Entre 2022 e 2023, Rio Branco registrou queda de 6% — de 3,1 para 2,9.
Tendência
Fonte: IBGE
Número de novas admissões no mercado de trabalho formal registradas mensalmente no CAGED (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados). Junto com as demissões, indica a dinâmica do mercado de trabalho local e os movimentos de geração de emprego.
Tendência
Número total de empresas com registro ativo no município segundo o IBGE/CEMPRE. Indica o nível de atividade econômica formal e a capacidade local de geração de empregos. Municípios com mais empresas tendem a ter maior diversificação econômica.
Entre 2008 e 2023, Rio Branco registrou crescimento de 185% — de 5.246 para 14.968.
Tendência
Fonte: IBGE / CEMPRE
Total de pessoas beneficiárias do Programa Bolsa Família, o principal programa de transferência de renda do Brasil. Indica o nível de vulnerabilidade socioeconômica local. Municípios com alta proporção de beneficiários em relação à população têm maior dependência de políticas sociais.
Pessoas beneficiárias
Valor total transferido
Tendência
Fonte: Governo Federal
Rankings relacionados
Onde os trabalhadores ganham mais?
Municípios com maior renda média dos trabalhadores formais
Onde os salários formais são mais baixos?
Municípios com menor renda média dos trabalhadores com carteira assinada
Quais cidades geram mais riqueza por habitante?
Municípios com maior Produto Interno Bruto per capita
Onde mais pessoas dependem do Bolsa Família?
Municípios com maior proporção de beneficiários por habitante