Painel das Cidades
Acre·Rio Branco·Saúde

Indicadores Municipais

Saúde em Rio Branco

Mortalidade · Leitos · Profissionais · Saneamento

Gerado por IA·Revisado por Painel das Cidades· 26/05/2026

A saúde pública em Rio Branco apresenta contradições que acendem um alerta para os gestores. Por um lado, houve um fortalecimento inegável da infraestrutura de atendimento e do corpo profissional: a proporção de médicos e enfermeiros cresceu de forma contínua, alcançando patamares robustos em 2025 (3,03 médicos e 2,57 enfermeiros por mil habitantes), acompanhada por um aumento gradual na aplicação de receitas próprias municipais na saúde, que atingiu 17,54% em 2025. Por outro lado, a taxa de mortalidade infantil, que havia atingido seu melhor nível histórico em 2019 (11,07 óbitos por mil nascidos vivos), sofreu um preocupante retrocesso nos anos seguintes, subindo para 16,90 em 2023. Esse descompasso sugere que, apesar do aumento de profissionais e recursos financeiros, existem gargalos críticos na atenção primária, no acompanhamento pré-natal e na eficiência da cobertura vacinal e de saneamento básico na periferia.

Mortalidade infantil
Fonte
IBGE — Registro Civil

A taxa de mortalidade infantil mede os óbitos de crianças com menos de 1 ano de vida por 1.000 nascidos vivos. A OMS considera taxas abaixo de 10 como baixas e acima de 30 como altas. É um dos indicadores mais sensíveis das condições de saúde, saneamento básico, nutrição e acesso a cuidados médicos.

Entre 2006 e 2023, Rio Branco registrou queda de 8% — de 18,38 para 16,9.

MunicípioMédia BR

Tendência

A taxa de mortalidade infantil em Rio Branco supera a média nacional em 33%. Esse indicador está diretamente ligado à qualidade do pré-natal, saneamento básico e acesso a unidades de saúde — áreas que demandam atenção prioritária.

Fonte: IBGE

Leitos hospitalares (por 100.000 hab.)
Fonte
DATASUS / IEPS

Número de leitos hospitalares do Sistema Único de Saúde por 100 mil habitantes. A OMS recomenda ao menos 300 leitos por 100 mil para um sistema de saúde adequado. Inclui leitos cirúrgicos, clínicos, obstétricos, pediátricos e de UTI da rede pública.

Leitos SUS — Cobertura moderada

MunicípioMédia BR

Leitos não-SUS (rede privada)

MunicípioMédia BR

Tendência

A disponibilidade de leitos hospitalares é um indicador crítico da capacidade do sistema de saúde local. Rio Branco conta com 249 leitos SUS por 100.000 habitantes e 37 leitos privados. A OMS recomenda ao menos 300 leitos por 100.000 hab. para um sistema de saúde adequado.

Fonte: IEPS / DATASUS

Profissionais de saúde (por 1.000 hab.)
Fonte
DATASUS / IEPS

Número de médicos por 1.000 habitantes. O Conselho Federal de Medicina recomenda ao menos 2 médicos por 1.000 habitantes para atendimento adequado. A má distribuição de médicos é um dos principais desafios da saúde pública brasileira.

Médicos

Entre 2010 e 2025, Rio Branco registrou crescimento de 97% — de 1,54 para 3,04.

MunicípioMédia BR

Tendência

Com 3,04 médicos por 1.000 habitantes, Rio Branco atende à recomendação do Conselho Federal de Medicina (CFM) de ao menos 2 médicos/1.000 hab. Esse nível de cobertura favorece o acesso da população ao atendimento médico.

Enfermeiros

MunicípioMédia BR

Fonte: DATASUS / IEPS

Saneamento básico
Fonte
IEPS

Percentual de domicílios com acesso adequado a abastecimento de água tratada e esgotamento sanitário. Diretamente relacionado à saúde pública - municípios com baixa cobertura apresentam maiores taxas de doenças de veiculação hídrica e mortalidade infantil.

Entre 2010 e 2025, Rio Branco registrou crescimento de 37% — de 57,97% para 79,41%.

MunicípioMédia BR

Tendência

79,41% dos domicílios de Rio Branco têm acesso adequado ao saneamento básico. O gráfico mostra a evolução dessa cobertura — melhorias nesse índice têm impacto direto na saúde pública.

Fonte: IEPS