A saúde pública em Maceió demonstra avanços estruturais consistentes, com destaque para a redução sustentada da mortalidade infantil, que recuou de 18,02 óbitos por mil nascidos vivos em 2006 para 12,06 em 2023, um indicador clássico de melhoria na atenção primária e nas condições de vida. Esse progresso é respaldado pelo fortalecimento do corpo de profissionais de saúde: a relação de médicos saltou de 2,46 por mil habitantes em 2010 para 4,52 em 2025, enquanto o indicador de enfermeiros cresceu de forma ainda mais expressiva, de 0,57 para 2,86 no mesmo período. O município mantém um compromisso fiscal sólido com o setor, aplicando historicamente cerca de 20% a 24% de suas receitas próprias em saúde. No entanto, a distribuição de leitos hospitalares revela uma forte dependência do Sistema Único de Saúde (SUS), que responde por cerca de 225 leitos contra aproximadamente 110 leitos não-SUS em 2025. Essa disparidade indica que, apesar do fortalecimento da rede de profissionais, a alta complexidade hospitalar privada permanece restrita, sobrecarregando o setor público como o principal garantidor da assistência à saúde da maior parte da população.
A taxa de mortalidade infantil mede os óbitos de crianças com menos de 1 ano de vida por 1.000 nascidos vivos. A OMS considera taxas abaixo de 10 como baixas e acima de 30 como altas. É um dos indicadores mais sensíveis das condições de saúde, saneamento básico, nutrição e acesso a cuidados médicos.
Entre 2006 e 2023, Maceió registrou queda de 33% — de 18,02 para 12,06.
Tendência
Fonte: IBGE
Número de leitos hospitalares do Sistema Único de Saúde por 100 mil habitantes. A OMS recomenda ao menos 300 leitos por 100 mil para um sistema de saúde adequado. Inclui leitos cirúrgicos, clínicos, obstétricos, pediátricos e de UTI da rede pública.
Leitos SUS — Cobertura moderada
Leitos não-SUS (rede privada)
Tendência
Fonte: IEPS / DATASUS
Número de médicos por 1.000 habitantes. O Conselho Federal de Medicina recomenda ao menos 2 médicos por 1.000 habitantes para atendimento adequado. A má distribuição de médicos é um dos principais desafios da saúde pública brasileira.
Médicos
Entre 2010 e 2025, Maceió registrou crescimento de 84% — de 2,46 para 4,52.
Tendência
Enfermeiros
Fonte: DATASUS / IEPS
Percentual de domicílios com acesso adequado a abastecimento de água tratada e esgotamento sanitário. Diretamente relacionado à saúde pública - municípios com baixa cobertura apresentam maiores taxas de doenças de veiculação hídrica e mortalidade infantil.
Entre 2010 e 2025, Maceió registrou crescimento de 41% — de 48,42% para 68,33%.
Tendência
Fonte: IEPS
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