No setor de saúde, Manaus apresenta avanços estruturais importantes na oferta de profissionais, com um crescimento consistente na taxa de médicos e enfermeiros por habitante até 2025. Essa expansão do corpo clínico, contudo, contrasta com a estagnação e até redução proporcional de leitos hospitalares vinculados ao SUS em comparação com a década anterior, enquanto os leitos privados (Não-SUS) mostraram recuperação recente. A mortalidade infantil, que vinha em trajetória de queda até atingir seu melhor patamar em 2016 (12,78 por mil nascidos vivos), voltou a subir, alcançando 15,17 em 2023, um sinal de alerta crítico que pode estar associado a falhas na atenção primária e pré-natal. Adicionalmente, a redução gradual da aplicação de receitas próprias municipais em saúde nos últimos anos (caindo para cerca de 18% em 2025) acende um alerta sobre a sustentabilidade do financiamento público local diante de uma demanda populacional em constante expansão.
A taxa de mortalidade infantil mede os óbitos de crianças com menos de 1 ano de vida por 1.000 nascidos vivos. A OMS considera taxas abaixo de 10 como baixas e acima de 30 como altas. É um dos indicadores mais sensíveis das condições de saúde, saneamento básico, nutrição e acesso a cuidados médicos.
Entre 2006 e 2023, Manaus registrou queda de 10% — de 16,93 para 15,17.
Tendência
Fonte: IBGE
Número de leitos hospitalares do Sistema Único de Saúde por 100 mil habitantes. A OMS recomenda ao menos 300 leitos por 100 mil para um sistema de saúde adequado. Inclui leitos cirúrgicos, clínicos, obstétricos, pediátricos e de UTI da rede pública.
Leitos SUS — Cobertura moderada
Leitos não-SUS (rede privada)
Tendência
Fonte: IEPS / DATASUS
Número de médicos por 1.000 habitantes. O Conselho Federal de Medicina recomenda ao menos 2 médicos por 1.000 habitantes para atendimento adequado. A má distribuição de médicos é um dos principais desafios da saúde pública brasileira.
Médicos
Entre 2010 e 2025, Manaus registrou crescimento de 86% — de 1,42 para 2,63.
Tendência
Enfermeiros
Fonte: DATASUS / IEPS
Percentual de domicílios com acesso adequado a abastecimento de água tratada e esgotamento sanitário. Diretamente relacionado à saúde pública - municípios com baixa cobertura apresentam maiores taxas de doenças de veiculação hídrica e mortalidade infantil.
Entre 2010 e 2025, Manaus registrou crescimento de 12% — de 63,34% para 71,23%.
Tendência
Fonte: IEPS
Rankings relacionados
Onde as crianças têm mais chance de sobreviver?
Municípios com as menores taxas de morte de crianças antes de 1 ano
Onde mais crianças morrem antes dos 5 anos?
Municípios com as maiores taxas de mortalidade infantil
Onde os médicos praticamente não existem?
Municípios com menos médicos por habitante
Onde há mais médicos para cada habitante?
Municípios com maior concentração de médicos