O sistema de saúde de Macapá demonstra um avanço consistente na oferta de recursos humanos e de infraestrutura, embora ainda lute para traduzir esses insumos em indicadores de impacto social definitivo. A densidade de profissionais de saúde cresceu de forma ininterrupta, com a taxa de médicos subindo de 1,24 por mil habitantes em 2010 para 2,70 em 2025, e a de enfermeiros saltando de 0,62 para 3,60 no mesmo período, acompanhada pela ampliação de leitos hospitalares (tanto SUS quanto não-SUS). Contudo, a taxa de mortalidade infantil permanece em patamares elevados e flutuantes, registrando 21,58 óbitos por mil nascidos vivos em 2023, patamar semelhante ao de uma década atrás. Esse descompasso sugere que, apesar do aumento da capacidade de atendimento clínico e do investimento constante de cerca de 16% a 18% das receitas próprias municipais em saúde, persistem gargalos na atenção primária, no acompanhamento pré-natal e nas condições gerais de vida que impedem uma redução sustentada da mortalidade na primeira infância.
A taxa de mortalidade infantil mede os óbitos de crianças com menos de 1 ano de vida por 1.000 nascidos vivos. A OMS considera taxas abaixo de 10 como baixas e acima de 30 como altas. É um dos indicadores mais sensíveis das condições de saúde, saneamento básico, nutrição e acesso a cuidados médicos.
Entre 2006 e 2023, Macapá registrou queda de 6% — de 22,96 para 21,58.
Tendência
Fonte: IBGE
Número de leitos hospitalares do Sistema Único de Saúde por 100 mil habitantes. A OMS recomenda ao menos 300 leitos por 100 mil para um sistema de saúde adequado. Inclui leitos cirúrgicos, clínicos, obstétricos, pediátricos e de UTI da rede pública.
Leitos SUS — Cobertura moderada
Leitos não-SUS (rede privada)
Tendência
Fonte: IEPS / DATASUS
Número de médicos por 1.000 habitantes. O Conselho Federal de Medicina recomenda ao menos 2 médicos por 1.000 habitantes para atendimento adequado. A má distribuição de médicos é um dos principais desafios da saúde pública brasileira.
Médicos
Entre 2010 e 2025, Macapá registrou crescimento de 117% — de 1,24 para 2,7.
Tendência
Enfermeiros
Fonte: DATASUS / IEPS
Percentual de domicílios com acesso adequado a abastecimento de água tratada e esgotamento sanitário. Diretamente relacionado à saúde pública - municípios com baixa cobertura apresentam maiores taxas de doenças de veiculação hídrica e mortalidade infantil.
Entre 2010 e 2025, Macapá registrou crescimento de 104% — de 28,15% para 57,34%.
Tendência
Fonte: IEPS
Rankings relacionados
Onde as crianças têm mais chance de sobreviver?
Municípios com as menores taxas de morte de crianças antes de 1 ano
Onde mais crianças morrem antes dos 5 anos?
Municípios com as maiores taxas de mortalidade infantil
Onde os médicos praticamente não existem?
Municípios com menos médicos por habitante
Onde há mais médicos para cada habitante?
Municípios com maior concentração de médicos