O setor de saúde em Camaçari demonstra uma trajetória de consolidação estrutural e ampliação do acesso aos serviços, com destaque para o aumento expressivo na densidade de profissionais, onde a taxa de médicos saltou de 2,70 por mil habitantes em 2010 para 4,63 em 2025, acompanhada pelo crescimento no número de enfermeiros. A infraestrutura hospitalar também foi robustecida, evidenciada pela expansão equilibrada de leitos SUS (que chegaram a 106,3 em 2025) e, principalmente, de leitos não-SUS (que saltaram de 36,2 em 2010 para 106,0 em 2025), refletindo o fortalecimento da rede de saúde suplementar associada ao emprego formal. Embora a mortalidade infantil tenha apresentado uma tendência geral de queda, atingindo 11,76 por mil nascidos vivos em 2023, o indicador ainda apresenta oscilações preocupantes ao longo dos anos (como os picos próximos a 17,5 em 2018 and 2020), sugerindo que, apesar dos investimentos municipais constantes na saúde (que consomem entre 17% e 23% das receitas próprias), a atenção básica e o acompanhamento pré-natal ainda enfrentam gargalos que precisam ser superados para garantir a estabilidade na redução do óbito infantil.
A taxa de mortalidade infantil mede os óbitos de crianças com menos de 1 ano de vida por 1.000 nascidos vivos. A OMS considera taxas abaixo de 10 como baixas e acima de 30 como altas. É um dos indicadores mais sensíveis das condições de saúde, saneamento básico, nutrição e acesso a cuidados médicos.
Entre 2006 e 2023, Camaçari registrou queda de 40% — de 19,63 para 11,76.
Tendência
Fonte: IBGE
Número de leitos hospitalares do Sistema Único de Saúde por 100 mil habitantes. A OMS recomenda ao menos 300 leitos por 100 mil para um sistema de saúde adequado. Inclui leitos cirúrgicos, clínicos, obstétricos, pediátricos e de UTI da rede pública.
Leitos SUS — Cobertura baixa
Leitos não-SUS (rede privada)
Tendência
Fonte: IEPS / DATASUS
Número de médicos por 1.000 habitantes. O Conselho Federal de Medicina recomenda ao menos 2 médicos por 1.000 habitantes para atendimento adequado. A má distribuição de médicos é um dos principais desafios da saúde pública brasileira.
Médicos
Entre 2010 e 2025, Camaçari registrou crescimento de 71% — de 2,7 para 4,63.
Tendência
Enfermeiros
Fonte: DATASUS / IEPS
Percentual de domicílios com acesso adequado a abastecimento de água tratada e esgotamento sanitário. Diretamente relacionado à saúde pública - municípios com baixa cobertura apresentam maiores taxas de doenças de veiculação hídrica e mortalidade infantil.
Entre 2010 e 2025, Camaçari registrou crescimento de 26% — de 65,33% para 82,03%.
Tendência
Fonte: IEPS
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