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Saúde em Fortaleza

Mortalidade · Leitos · Profissionais · Saneamento

Gerado por IA·Revisado por Painel das Cidades· 26/05/2026

O setor de saúde em Fortaleza reflete um esforço contínuo de estruturação e investimento público, com o município destinando sistematicamente mais de um quarto de suas receitas próprias para a área, atingindo picos de 28,48% em 2020. Esse aporte financeiro traduziu-se em um aumento expressivo na densidade de profissionais, com a taxa de médicos saltando de 2,11 por mil habitantes em 2010 para 4,35 em 2025, acompanhada por uma evolução semelhante no quadro de enfermeiros. A capacidade instalada de leitos hospitalares, tanto no SUS quanto no setor privado, manteve-se resiliente, com reforços estratégicos durante a pandemia de 2020. Esse fortalecimento da rede de atenção básica e especializada gerou impactos positivos na redução histórica da mortalidade infantil, que caiu de 17,39 óbitos por mil nascidos vivos em 2006 para patamares próximos a 11,7 em 2023. Contudo, a estabilização desse indicador nos últimos anos sugere que, apesar do aumento de insumos e profissionais, a cidade enfrenta um gargalo estrutural para romper o piso da mortalidade na primeira infância, demandando ações mais eficazes em saneamento e nutrição nas periferias.

Mortalidade infantil
Fonte
IBGE — Registro Civil

A taxa de mortalidade infantil mede os óbitos de crianças com menos de 1 ano de vida por 1.000 nascidos vivos. A OMS considera taxas abaixo de 10 como baixas e acima de 30 como altas. É um dos indicadores mais sensíveis das condições de saúde, saneamento básico, nutrição e acesso a cuidados médicos.

Entre 2006 e 2023, Fortaleza registrou queda de 32% — de 17,39 para 11,78.

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Tendência

A mortalidade infantil em Fortaleza está alinhada à média nacional. O gráfico mostra a evolução desse indicador ao longo dos anos, que tende a cair com melhorias no saneamento e na atenção básica.

Fonte: IBGE

Leitos hospitalares (por 100.000 hab.)
Fonte
DATASUS / IEPS

Número de leitos hospitalares do Sistema Único de Saúde por 100 mil habitantes. A OMS recomenda ao menos 300 leitos por 100 mil para um sistema de saúde adequado. Inclui leitos cirúrgicos, clínicos, obstétricos, pediátricos e de UTI da rede pública.

Leitos SUS — Cobertura moderada

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Leitos não-SUS (rede privada)

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Tendência

A disponibilidade de leitos hospitalares é um indicador crítico da capacidade do sistema de saúde local. Fortaleza conta com 244 leitos SUS por 100.000 habitantes e 131 leitos privados. A OMS recomenda ao menos 300 leitos por 100.000 hab. para um sistema de saúde adequado.

Fonte: IEPS / DATASUS

Profissionais de saúde (por 1.000 hab.)
Fonte
DATASUS / IEPS

Número de médicos por 1.000 habitantes. O Conselho Federal de Medicina recomenda ao menos 2 médicos por 1.000 habitantes para atendimento adequado. A má distribuição de médicos é um dos principais desafios da saúde pública brasileira.

Médicos

Entre 2010 e 2025, Fortaleza registrou crescimento de 106% — de 2,12 para 4,36.

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Tendência

Com 4,36 médicos por 1.000 habitantes, Fortaleza atende à recomendação do Conselho Federal de Medicina (CFM) de ao menos 2 médicos/1.000 hab. Esse nível de cobertura favorece o acesso da população ao atendimento médico.

Enfermeiros

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Fonte: DATASUS / IEPS

Saneamento básico
Fonte
IEPS

Percentual de domicílios com acesso adequado a abastecimento de água tratada e esgotamento sanitário. Diretamente relacionado à saúde pública - municípios com baixa cobertura apresentam maiores taxas de doenças de veiculação hídrica e mortalidade infantil.

Entre 2010 e 2025, Fortaleza registrou crescimento de 19% — de 74,67% para 88,57%.

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Tendência

88,57% dos domicílios de Fortaleza têm acesso adequado ao saneamento básico. O gráfico mostra a evolução dessa cobertura — melhorias nesse índice têm impacto direto na saúde pública.

Fonte: IEPS