O setor de saúde em Fortaleza reflete um esforço contínuo de estruturação e investimento público, com o município destinando sistematicamente mais de um quarto de suas receitas próprias para a área, atingindo picos de 28,48% em 2020. Esse aporte financeiro traduziu-se em um aumento expressivo na densidade de profissionais, com a taxa de médicos saltando de 2,11 por mil habitantes em 2010 para 4,35 em 2025, acompanhada por uma evolução semelhante no quadro de enfermeiros. A capacidade instalada de leitos hospitalares, tanto no SUS quanto no setor privado, manteve-se resiliente, com reforços estratégicos durante a pandemia de 2020. Esse fortalecimento da rede de atenção básica e especializada gerou impactos positivos na redução histórica da mortalidade infantil, que caiu de 17,39 óbitos por mil nascidos vivos em 2006 para patamares próximos a 11,7 em 2023. Contudo, a estabilização desse indicador nos últimos anos sugere que, apesar do aumento de insumos e profissionais, a cidade enfrenta um gargalo estrutural para romper o piso da mortalidade na primeira infância, demandando ações mais eficazes em saneamento e nutrição nas periferias.
A taxa de mortalidade infantil mede os óbitos de crianças com menos de 1 ano de vida por 1.000 nascidos vivos. A OMS considera taxas abaixo de 10 como baixas e acima de 30 como altas. É um dos indicadores mais sensíveis das condições de saúde, saneamento básico, nutrição e acesso a cuidados médicos.
Entre 2006 e 2023, Fortaleza registrou queda de 32% — de 17,39 para 11,78.
Tendência
Fonte: IBGE
Número de leitos hospitalares do Sistema Único de Saúde por 100 mil habitantes. A OMS recomenda ao menos 300 leitos por 100 mil para um sistema de saúde adequado. Inclui leitos cirúrgicos, clínicos, obstétricos, pediátricos e de UTI da rede pública.
Leitos SUS — Cobertura moderada
Leitos não-SUS (rede privada)
Tendência
Fonte: IEPS / DATASUS
Número de médicos por 1.000 habitantes. O Conselho Federal de Medicina recomenda ao menos 2 médicos por 1.000 habitantes para atendimento adequado. A má distribuição de médicos é um dos principais desafios da saúde pública brasileira.
Médicos
Entre 2010 e 2025, Fortaleza registrou crescimento de 106% — de 2,12 para 4,36.
Tendência
Enfermeiros
Fonte: DATASUS / IEPS
Percentual de domicílios com acesso adequado a abastecimento de água tratada e esgotamento sanitário. Diretamente relacionado à saúde pública - municípios com baixa cobertura apresentam maiores taxas de doenças de veiculação hídrica e mortalidade infantil.
Entre 2010 e 2025, Fortaleza registrou crescimento de 19% — de 74,67% para 88,57%.
Tendência
Fonte: IEPS
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