Indicadores Municipais
Mortalidade · Leitos · Profissionais · Saneamento
O setor de saúde em Brasília exibe uma infraestrutura de recursos humanos altamente privilegiada se comparada à média nacional. A densidade de médicos cresceu de forma consistente, atingindo 4,90 por mil habitantes em 2025, acompanhada por uma taxa de 3,13 enfermeiros por mil habitantes. Contudo, essa abundância de profissionais contrasta com gargalos estruturais e de distribuição. A taxa de mortalidade infantil, embora tenha apresentado melhora histórica em relação aos anos 2000, estagnou na faixa de 10 a 11 óbitos por mil nascidos vivos nos últimos anos, sugerindo que o acesso à saúde básica de qualidade ainda é desigual. Além disso, observa-se uma mudança na dinâmica de leitos: enquanto os leitos privados (Não-SUS) cresceram significativamente na última década, os leitos públicos (SUS) apresentaram oscilações e leve retração, evidenciando uma pressão crescente sobre o sistema público de saúde que atende a maior parte da população periférica.
A taxa de mortalidade infantil mede os óbitos de crianças com menos de 1 ano de vida por 1.000 nascidos vivos. A OMS considera taxas abaixo de 10 como baixas e acima de 30 como altas. É um dos indicadores mais sensíveis das condições de saúde, saneamento básico, nutrição e acesso a cuidados médicos.
Entre 2006 e 2023, Brasília registrou queda de 15% — de 12,8 para 10,86.
Tendência
Fonte: IBGE
Número de leitos hospitalares do Sistema Único de Saúde por 100 mil habitantes. A OMS recomenda ao menos 300 leitos por 100 mil para um sistema de saúde adequado. Inclui leitos cirúrgicos, clínicos, obstétricos, pediátricos e de UTI da rede pública.
Leitos SUS — Cobertura moderada
Leitos não-SUS (rede privada)
Tendência
Fonte: IEPS / DATASUS
Número de médicos por 1.000 habitantes. O Conselho Federal de Medicina recomenda ao menos 2 médicos por 1.000 habitantes para atendimento adequado. A má distribuição de médicos é um dos principais desafios da saúde pública brasileira.
Médicos
Entre 2010 e 2025, Brasília registrou crescimento de 78% — de 2,76 para 4,9.
Tendência
Enfermeiros
Fonte: DATASUS / IEPS
Percentual de domicílios com acesso adequado a abastecimento de água tratada e esgotamento sanitário. Diretamente relacionado à saúde pública - municípios com baixa cobertura apresentam maiores taxas de doenças de veiculação hídrica e mortalidade infantil.
Entre 2010 e 2025, Brasília registrou crescimento de 6% — de 88,92% para 94,66%.
Tendência
Fonte: IEPS
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