Painel das Cidades

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Saúde em Anhanguera

Mortalidade · Leitos · Profissionais · Saneamento

Gerado por IA·Revisado por Painel das Cidades· 29/05/2026

A saúde pública em Anhanguera é marcada por uma estrutura voltada exclusivamente para a atenção primária e preventiva, evidenciada pela ausência total de leitos hospitalares (tanto SUS quanto não-SUS) ao longo de toda a série histórica. Isso obriga os moradores a se deslocarem para municípios vizinhos para atendimentos de média e alta complexidade. Por outro lado, a relação de profissionais de saúde por habitante é estatisticamente elevada, registrando mais de 5 médicos por mil habitantes a partir de 2021, um reflexo direto da drástica redução populacional sobre uma equipe de saúde que se manteve estável. O investimento municipal em saúde é prioritário, com a aplicação de receitas próprias frequentemente acima do limite constitucional, atingindo 18,57% em 2023. Um ponto de atenção histórica é a volatilidade extrema da taxa de mortalidade infantil, que registrou valores alarmantes no passado (como 142,86 em 2011 e 76,92 em 2013); contudo, em uma população tão reduzida, um único óbito infantil distorce estatisticamente o indicador, exigindo cautela na interpretação epidemiológica direta desses números.

Mortalidade infantil
Fonte
IBGE — Registro Civil

A taxa de mortalidade infantil mede os óbitos de crianças com menos de 1 ano de vida por 1.000 nascidos vivos. A OMS considera taxas abaixo de 10 como baixas e acima de 30 como altas. É um dos indicadores mais sensíveis das condições de saúde, saneamento básico, nutrição e acesso a cuidados médicos.

Entre 2006 e 2013, Anhanguera registrou queda de 62% — de 200 para 76,92.

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Tendência

A taxa de mortalidade infantil em Anhanguera supera a média nacional em 507%. Esse indicador está diretamente ligado à qualidade do pré-natal, saneamento básico e acesso a unidades de saúde — áreas que demandam atenção prioritária.

Fonte: IBGE

Leitos hospitalares (por 100.000 hab.)
Fonte
DATASUS / IEPS

Número de leitos hospitalares do Sistema Único de Saúde por 100 mil habitantes. A OMS recomenda ao menos 300 leitos por 100 mil para um sistema de saúde adequado. Inclui leitos cirúrgicos, clínicos, obstétricos, pediátricos e de UTI da rede pública.

Leitos SUS — Cobertura crítica

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Leitos não-SUS (rede privada)

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Tendência

A disponibilidade de leitos hospitalares é um indicador crítico da capacidade do sistema de saúde local. Anhanguera conta com 0 leitos SUS por 100.000 habitantes e 0 leitos privados. A OMS recomenda ao menos 300 leitos por 100.000 hab. para um sistema de saúde adequado.

Fonte: IEPS / DATASUS

Profissionais de saúde (por 1.000 hab.)
Fonte
DATASUS / IEPS

Número de médicos por 1.000 habitantes. O Conselho Federal de Medicina recomenda ao menos 2 médicos por 1.000 habitantes para atendimento adequado. A má distribuição de médicos é um dos principais desafios da saúde pública brasileira.

Médicos

Entre 2010 e 2025, Anhanguera registrou crescimento de 177% — de 1,98 para 5,48.

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Tendência

Com 5,48 médicos por 1.000 habitantes, Anhanguera atende à recomendação do Conselho Federal de Medicina (CFM) de ao menos 2 médicos/1.000 hab. Esse nível de cobertura favorece o acesso da população ao atendimento médico.

Enfermeiros

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Fonte: DATASUS / IEPS

Saneamento básico
Fonte
IEPS

Percentual de domicílios com acesso adequado a abastecimento de água tratada e esgotamento sanitário. Diretamente relacionado à saúde pública - municípios com baixa cobertura apresentam maiores taxas de doenças de veiculação hídrica e mortalidade infantil.

Entre 2010 e 2025, Anhanguera registrou crescimento de 846% — de 10,57% para 100%.

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Tendência

100% dos domicílios de Anhanguera têm acesso adequado ao saneamento básico — cobertura quase universal que contribui diretamente para a redução de doenças de veiculação hídrica e melhoria da mortalidade infantil.

Fonte: IEPS