O sistema de saúde de Arame opera sob extrema pressão e com total dependência do setor público, como demonstra a completa ausência de leitos hospitalares privados (Leitos Não SUS igual a zero). Embora o município tenha registrado uma melhora gradual na oferta de profissionais de saúde, com o indicador de médicos subindo para 0,84 por mil habitantes e o de enfermeiros para 1,53 em 2025, a infraestrutura hospitalar geral sofreu retração recente. Essa fragilidade estrutural reflete-se diretamente na instabilidade crônica da taxa de mortalidade infantil, que flutua de forma preocupante, atingindo picos graves como 33,33 em 2018 e situando-se em 13.11 em 2023. A oscilação nos investimentos próprios em saúde (IEPS), que variam de 15% a mais de 31% das receitas municipais, aponta para uma falta de planejamento financeiro linear, comprometendo a consolidação de uma atenção primária robusta e capaz de prevenir óbitos evitáveis na infância.
A taxa de mortalidade infantil mede os óbitos de crianças com menos de 1 ano de vida por 1.000 nascidos vivos. A OMS considera taxas abaixo de 10 como baixas e acima de 30 como altas. É um dos indicadores mais sensíveis das condições de saúde, saneamento básico, nutrição e acesso a cuidados médicos.
Entre 2006 e 2023, Arame registrou queda de 22% — de 16,82 para 13,11.
Tendência
Fonte: IBGE
Número de leitos hospitalares do Sistema Único de Saúde por 100 mil habitantes. A OMS recomenda ao menos 300 leitos por 100 mil para um sistema de saúde adequado. Inclui leitos cirúrgicos, clínicos, obstétricos, pediátricos e de UTI da rede pública.
Leitos SUS — Cobertura moderada
Leitos não-SUS (rede privada)
Tendência
Fonte: IEPS / DATASUS
Número de médicos por 1.000 habitantes. O Conselho Federal de Medicina recomenda ao menos 2 médicos por 1.000 habitantes para atendimento adequado. A má distribuição de médicos é um dos principais desafios da saúde pública brasileira.
Médicos
Entre 2010 e 2025, Arame registrou crescimento de 582% — de 0,12 para 0,84.
Tendência
Enfermeiros
Fonte: DATASUS / IEPS
Percentual de domicílios com acesso adequado a abastecimento de água tratada e esgotamento sanitário. Diretamente relacionado à saúde pública - municípios com baixa cobertura apresentam maiores taxas de doenças de veiculação hídrica e mortalidade infantil.
Entre 2010 e 2025, Arame registrou queda de 91% — de 13,44% para 1,27%.
Tendência
Fonte: IEPS
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