Indicadores Municipais
Mortalidade · Leitos · Profissionais · Saneamento
O setor de saúde em Turilândia vive um cenário de transição, marcado por avanços estruturais recentes, mas ainda sob a sombra de indicadores sociais instáveis. Historicamente, o município sofria com a ausência completa de leitos hospitalares (zerados até 2020), mas registrou uma expansão robusta a partir de 2021, alcançando 105 leitos SUS em 2025, sem qualquer contrapartida no setor privado (leitos não-SUS permanecem zerados). Esse fortalecimento da infraestrutura é acompanhado pelo aumento gradual na proporção de médicos (de 0,40 por mil habitantes em 2010 para 0,72 em 2025) e enfermeiros (de 0,40 para 0,99 no mesmo período). Apesar desses investimentos, que consomem uma parcela significativa das receitas próprias municipais (com o IEPS frequentemente acima de 25%), a taxa de mortalidade infantil exibe uma volatilidade preocupante, atingindo 19,48 por mil nascidos vivos em 2023. Essa oscilação sugere falhas crônicas na atenção primária e no acompanhamento pré-natal, indicando que a expansão física dos hospitais ainda não se traduziu plenamente em segurança epidemiológica para a população mais vulnerável.
A taxa de mortalidade infantil mede os óbitos de crianças com menos de 1 ano de vida por 1.000 nascidos vivos. A OMS considera taxas abaixo de 10 como baixas e acima de 30 como altas. É um dos indicadores mais sensíveis das condições de saúde, saneamento básico, nutrição e acesso a cuidados médicos.
Entre 2006 e 2023, Turilândia registrou crescimento de 97% — de 9,9 para 19,48.
Tendência
Fonte: IBGE
Número de leitos hospitalares do Sistema Único de Saúde por 100 mil habitantes. A OMS recomenda ao menos 300 leitos por 100 mil para um sistema de saúde adequado. Inclui leitos cirúrgicos, clínicos, obstétricos, pediátricos e de UTI da rede pública.
Leitos SUS — Cobertura baixa
Leitos não-SUS (rede privada)
Tendência
Fonte: IEPS / DATASUS
Número de médicos por 1.000 habitantes. O Conselho Federal de Medicina recomenda ao menos 2 médicos por 1.000 habitantes para atendimento adequado. A má distribuição de médicos é um dos principais desafios da saúde pública brasileira.
Médicos
Entre 2010 e 2025, Turilândia registrou crescimento de 78% — de 0,41 para 0,72.
Tendência
Enfermeiros
Fonte: DATASUS / IEPS
Percentual de domicílios com acesso adequado a abastecimento de água tratada e esgotamento sanitário. Diretamente relacionado à saúde pública - municípios com baixa cobertura apresentam maiores taxas de doenças de veiculação hídrica e mortalidade infantil.
Entre 2010 e 2025, Turilândia registrou queda de 43% — de 6,42% para 3,65%.
Tendência
Fonte: IEPS
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