Indicadores Municipais
Mortalidade · Leitos · Profissionais · Saneamento
Juiz de Fora se destaca como um polo de saúde de alta complexidade, evidenciado pela densidade excepcional de profissionais: a taxa de médicos saltou de 3,95 por mil habitantes em 2010 para mais de 7,0 em 2025, acompanhada pelo crescimento na taxa de enfermeiros. A infraestrutura hospitalar revela uma expansão focada no setor privado, com os leitos não-SUS subindo de 108 para cerca de 195 por grupo populacional ao longo do período, enquanto a oferta de leitos SUS permaneceu praticamente estagnada na faixa de 280 a 290 leitos. A mortalidade infantil, embora tenha apresentado melhoria histórica consistente ao cair de patamares superiores a 17 óbitos por mil nascidos vivos na década de 2000 para cerca de 12,3 em 2023, ainda registra oscilações que demandam atenção. Preocupa, sob a ótica fiscal, a redução drástica na proporção de receitas próprias aplicadas em saúde pelo município (IEPS), que caiu de patamares próximos a 30% na década de 2010 para apenas 19,19% em 2025, sinalizando uma forte pressão sobre o orçamento local ou uma mudança estrutural no financiamento da rede pública.
A taxa de mortalidade infantil mede os óbitos de crianças com menos de 1 ano de vida por 1.000 nascidos vivos. A OMS considera taxas abaixo de 10 como baixas e acima de 30 como altas. É um dos indicadores mais sensíveis das condições de saúde, saneamento básico, nutrição e acesso a cuidados médicos.
Entre 2006 e 2023, Juiz de Fora registrou queda de 25% — de 16,5 para 12,3.
Tendência
Fonte: IBGE
Número de leitos hospitalares do Sistema Único de Saúde por 100 mil habitantes. A OMS recomenda ao menos 300 leitos por 100 mil para um sistema de saúde adequado. Inclui leitos cirúrgicos, clínicos, obstétricos, pediátricos e de UTI da rede pública.
Leitos SUS — Cobertura moderada
Leitos não-SUS (rede privada)
Tendência
Fonte: IEPS / DATASUS
Número de médicos por 1.000 habitantes. O Conselho Federal de Medicina recomenda ao menos 2 médicos por 1.000 habitantes para atendimento adequado. A má distribuição de médicos é um dos principais desafios da saúde pública brasileira.
Médicos
Entre 2010 e 2025, Juiz de Fora registrou crescimento de 79% — de 3,96 para 7,09.
Tendência
Enfermeiros
Fonte: DATASUS / IEPS
Percentual de domicílios com acesso adequado a abastecimento de água tratada e esgotamento sanitário. Diretamente relacionado à saúde pública - municípios com baixa cobertura apresentam maiores taxas de doenças de veiculação hídrica e mortalidade infantil.
Entre 2010 e 2025, o indicador de Juiz de Fora se manteve estável: de 94,48% para 95,81%.
Tendência
Fonte: IEPS
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