Painel das Cidades

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Saúde em Campo Grande

Mortalidade · Leitos · Profissionais · Saneamento

Gerado por IA·Revisado por Painel das Cidades· 26/05/2026

O setor de saúde em Campo Grande vive um paradoxo entre a expansão substancial de recursos técnicos e financeiros e a deterioração de indicadores básicos de bem-estar. Por um lado, a cidade fortaleceu significativamente seu corpo de profissionais, com a taxa de médicos por mil habitantes subindo de 2,56 em 2010 para 4,59 em 2025, acompanhada pelo crescimento expressivo no número de enfermeiros. O financiamento municipal também se manteve robusto, com a aplicação de receitas próprias em saúde oscilando historicamente acima do mínimo constitucional, atingindo picos de mais de 33% em anos recentes. No entanto, apesar dessa estrutura fortalecida e de uma oferta de leitos hospitalares (SUS e não-SUS) relativamente estável, a taxa de mortalidade infantil, que havia atingido seu melhor patamar em 2014 (7,96 óbitos por mil nascidos vivos), apresentou uma tendência de alta preocupante, alcançando 11,58 em 2023. Esse descompasso sugere que, embora a média e alta complexidade tenham recebido aportes, a atenção primária e o acompanhamento pré-natal podem estar enfrentando gargalos operacionais críticos que falham em proteger a população neonatal mais vulnerável.

Mortalidade infantil
Fonte
IBGE — Registro Civil

A taxa de mortalidade infantil mede os óbitos de crianças com menos de 1 ano de vida por 1.000 nascidos vivos. A OMS considera taxas abaixo de 10 como baixas e acima de 30 como altas. É um dos indicadores mais sensíveis das condições de saúde, saneamento básico, nutrição e acesso a cuidados médicos.

Entre 2006 e 2023, Campo Grande registrou queda de 17% — de 13,98 para 11,58.

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Tendência

A mortalidade infantil em Campo Grande está alinhada à média nacional. O gráfico mostra a evolução desse indicador ao longo dos anos, que tende a cair com melhorias no saneamento e na atenção básica.

Fonte: IBGE

Leitos hospitalares (por 100.000 hab.)
Fonte
DATASUS / IEPS

Número de leitos hospitalares do Sistema Único de Saúde por 100 mil habitantes. A OMS recomenda ao menos 300 leitos por 100 mil para um sistema de saúde adequado. Inclui leitos cirúrgicos, clínicos, obstétricos, pediátricos e de UTI da rede pública.

Leitos SUS — Cobertura moderada

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Leitos não-SUS (rede privada)

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Tendência

A disponibilidade de leitos hospitalares é um indicador crítico da capacidade do sistema de saúde local. Campo Grande conta com 175 leitos SUS por 100.000 habitantes e 117 leitos privados. A OMS recomenda ao menos 300 leitos por 100.000 hab. para um sistema de saúde adequado.

Fonte: IEPS / DATASUS

Profissionais de saúde (por 1.000 hab.)
Fonte
DATASUS / IEPS

Número de médicos por 1.000 habitantes. O Conselho Federal de Medicina recomenda ao menos 2 médicos por 1.000 habitantes para atendimento adequado. A má distribuição de médicos é um dos principais desafios da saúde pública brasileira.

Médicos

Entre 2010 e 2025, Campo Grande registrou crescimento de 79% — de 2,56 para 4,59.

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Tendência

Com 4,59 médicos por 1.000 habitantes, Campo Grande atende à recomendação do Conselho Federal de Medicina (CFM) de ao menos 2 médicos/1.000 hab. Esse nível de cobertura favorece o acesso da população ao atendimento médico.

Enfermeiros

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Fonte: DATASUS / IEPS

Saneamento básico
Fonte
IEPS

Percentual de domicílios com acesso adequado a abastecimento de água tratada e esgotamento sanitário. Diretamente relacionado à saúde pública - municípios com baixa cobertura apresentam maiores taxas de doenças de veiculação hídrica e mortalidade infantil.

Entre 2010 e 2025, Campo Grande registrou crescimento de 48% — de 60,26% para 89,18%.

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Tendência

89,18% dos domicílios de Campo Grande têm acesso adequado ao saneamento básico. O gráfico mostra a evolução dessa cobertura — melhorias nesse índice têm impacto direto na saúde pública.

Fonte: IEPS