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Saúde em Alenquer

Mortalidade · Leitos · Profissionais · Saneamento

Gerado por IA·Revisado por Painel das Cidades· 29/05/2026

O setor de saúde em Alenquer revela uma vulnerabilidade estrutural preocupante, caracterizada pela volatilidade histórica da taxa de mortalidade infantil, que atingiu o preocupante pico de 34,58 óbitos por mil nascidos vivos em 2020 antes de recuar para 19,23 em 2023. Essa instabilidade aponta para fragilidades crônicas na atenção primária e no acompanhamento pré-natal. O quadro é agravado pela escassez de profissionais médicos e de enfermagem, cujas taxas por mil habitantes permanecem criticamente baixas (em torno de 0,31 e 0,44 em 2025, respectivamente), além de uma tendência de redução na oferta de leitos hospitalares vinculados ao SUS. A dependência de recursos próprios aplicados em saúde (IEPS) flutua em torno de 15% a 18%, sugerindo que o município opera no limite de sua capacidade fiscal para manter um sistema de saúde minimamente funcional diante do rápido crescimento populacional.

Mortalidade infantil
Fonte
IBGE — Registro Civil

A taxa de mortalidade infantil mede os óbitos de crianças com menos de 1 ano de vida por 1.000 nascidos vivos. A OMS considera taxas abaixo de 10 como baixas e acima de 30 como altas. É um dos indicadores mais sensíveis das condições de saúde, saneamento básico, nutrição e acesso a cuidados médicos.

Entre 2006 e 2023, Alenquer registrou queda de 12% — de 21,81 para 19,23.

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Tendência

A taxa de mortalidade infantil em Alenquer supera a média nacional em 52%. Esse indicador está diretamente ligado à qualidade do pré-natal, saneamento básico e acesso a unidades de saúde — áreas que demandam atenção prioritária.

Fonte: IBGE

Leitos hospitalares (por 100.000 hab.)
Fonte
DATASUS / IEPS

Número de leitos hospitalares do Sistema Único de Saúde por 100 mil habitantes. A OMS recomenda ao menos 300 leitos por 100 mil para um sistema de saúde adequado. Inclui leitos cirúrgicos, clínicos, obstétricos, pediátricos e de UTI da rede pública.

Leitos SUS — Cobertura baixa

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Leitos não-SUS (rede privada)

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Tendência

A disponibilidade de leitos hospitalares é um indicador crítico da capacidade do sistema de saúde local. Alenquer conta com 133 leitos SUS por 100.000 habitantes e 18 leitos privados. A OMS recomenda ao menos 300 leitos por 100.000 hab. para um sistema de saúde adequado.

Fonte: IEPS / DATASUS

Profissionais de saúde (por 1.000 hab.)
Fonte
DATASUS / IEPS

Número de médicos por 1.000 habitantes. O Conselho Federal de Medicina recomenda ao menos 2 médicos por 1.000 habitantes para atendimento adequado. A má distribuição de médicos é um dos principais desafios da saúde pública brasileira.

Médicos

Entre 2010 e 2025, Alenquer registrou crescimento de 28% — de 0,25 para 0,32.

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Tendência

Alenquer é considerado um deserto médico, com apenas 0,32 médico(s) por 1.000 hab. — muito abaixo do mínimo recomendado pelo CFM. Isso impõe barreiras sérias ao acesso da população a cuidados de saúde.

Enfermeiros

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Fonte: DATASUS / IEPS

Saneamento básico
Fonte
IEPS

Percentual de domicílios com acesso adequado a abastecimento de água tratada e esgotamento sanitário. Diretamente relacionado à saúde pública - municípios com baixa cobertura apresentam maiores taxas de doenças de veiculação hídrica e mortalidade infantil.

Entre 2010 e 2025, Alenquer registrou crescimento de 79% — de 20,3% para 36,43%.

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Tendência

Apenas 36,43% dos domicílios têm saneamento básico adequado em Alenquer. Essa cobertura precária está associada a maior incidência de doenças infecciosas e maiores taxas de mortalidade infantil.

Fonte: IEPS