O cenário econômico de Belém é marcado por uma forte contradição entre o crescimento macroeconômico e a distribuição de renda na base da pirâmide social. O PIB per capita expandiu de forma consistente, saltando de R$ 13.506,19 em 2010 para R$ 31.100,18 em 2023, acompanhado por uma explosão no número de empresas ativas, que dobrou de 20.781 em 2021 para 42.248 em 2023, sugerindo um forte movimento de formalização e empreendedorismo. No entanto, o rendimento mensal médio apresentou ligeira queda de 3,6 para 3,3 salários mínimos entre 2022 e 2023, e a dependência de programas sociais permanece alarmante: em 2026, mais de 340 mil beneficiários ainda dependiam do Bolsa Família, com transferências mensais que superam R$ 98 milhões. O mercado de trabalho formal (CAGED) demonstra resiliência com saldos positivos de contratação nos anos recentes, mas a coexistência de um PIB em ascensão com uma vasta população vulnerável aponta para uma economia de serviços de baixa remuneração e alta informalidade subjacente. Nota-se, ainda, uma forte distorção nos dados do Bolsa Família em meados de 2020, onde o valor médio pago despencou temporariamente para cerca de R$ 6,00, refletindo as alterações e substituições emergenciais de benefícios federais durante a pandemia de COVID-19.
O PIB per capita é o Produto Interno Bruto do município dividido pela sua população. Mede a riqueza econômica média gerada localmente por habitante, em reais. É um indicador de prosperidade econômica, embora não reflita a distribuição de renda entre a população.
Entre 2010 e 2023, Belém registrou crescimento de 130% — de R$13.506 para R$31.100.
Tendência
Fonte: IBGE
O coeficiente de Gini mede a concentração de renda em uma escala de 0 a 1: 0 representa igualdade total e 1 representa desigualdade máxima. No Brasil, valores acima de 0,50 indicam alta desigualdade. É o principal indicador de distribuição de renda do município.
Média Brasil
0.393
Diferença
+9.4%
Tendência
Fonte: IBGE / PNUD
O rendimento médio mensal dos trabalhadores formais, expresso em salários mínimos. Reflete o poder de compra da força de trabalho local e serve como indicador da qualidade dos empregos formais disponíveis no município. Calculado a partir dos dados do Censo e RAIS/IBGE.
Entre 2022 e 2023, Belém registrou queda de 8% — de 3,6 para 3,3.
Tendência
Fonte: IBGE
Número de novas admissões no mercado de trabalho formal registradas mensalmente no CAGED (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados). Junto com as demissões, indica a dinâmica do mercado de trabalho local e os movimentos de geração de emprego.
Tendência
Número total de empresas com registro ativo no município segundo o IBGE/CEMPRE. Indica o nível de atividade econômica formal e a capacidade local de geração de empregos. Municípios com mais empresas tendem a ter maior diversificação econômica.
Entre 2008 e 2023, Belém registrou crescimento de 140% — de 17.581 para 42.248.
Tendência
Fonte: IBGE / CEMPRE
Total de pessoas beneficiárias do Programa Bolsa Família, o principal programa de transferência de renda do Brasil. Indica o nível de vulnerabilidade socioeconômica local. Municípios com alta proporção de beneficiários em relação à população têm maior dependência de políticas sociais.
Pessoas beneficiárias
Valor total transferido
Tendência
Fonte: Governo Federal
Rankings relacionados
Onde os trabalhadores ganham mais?
Municípios com maior renda média dos trabalhadores formais
Onde os salários formais são mais baixos?
Municípios com menor renda média dos trabalhadores com carteira assinada
Quais cidades geram mais riqueza por habitante?
Municípios com maior Produto Interno Bruto per capita
Onde mais pessoas dependem do Bolsa Família?
Municípios com maior proporção de beneficiários por habitante