Painel das Cidades
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Economia em Belém

PIB per capita · Renda · Desigualdade · Emprego · Empresas · Bolsa Família

Gerado por IA·Revisado por Painel das Cidades· 26/05/2026

O cenário econômico de Belém é marcado por uma forte contradição entre o crescimento macroeconômico e a distribuição de renda na base da pirâmide social. O PIB per capita expandiu de forma consistente, saltando de R$ 13.506,19 em 2010 para R$ 31.100,18 em 2023, acompanhado por uma explosão no número de empresas ativas, que dobrou de 20.781 em 2021 para 42.248 em 2023, sugerindo um forte movimento de formalização e empreendedorismo. No entanto, o rendimento mensal médio apresentou ligeira queda de 3,6 para 3,3 salários mínimos entre 2022 e 2023, e a dependência de programas sociais permanece alarmante: em 2026, mais de 340 mil beneficiários ainda dependiam do Bolsa Família, com transferências mensais que superam R$ 98 milhões. O mercado de trabalho formal (CAGED) demonstra resiliência com saldos positivos de contratação nos anos recentes, mas a coexistência de um PIB em ascensão com uma vasta população vulnerável aponta para uma economia de serviços de baixa remuneração e alta informalidade subjacente. Nota-se, ainda, uma forte distorção nos dados do Bolsa Família em meados de 2020, onde o valor médio pago despencou temporariamente para cerca de R$ 6,00, refletindo as alterações e substituições emergenciais de benefícios federais durante a pandemia de COVID-19.

PIB per capita
Fonte
IBGE — PIB dos Municípios

O PIB per capita é o Produto Interno Bruto do município dividido pela sua população. Mede a riqueza econômica média gerada localmente por habitante, em reais. É um indicador de prosperidade econômica, embora não reflita a distribuição de renda entre a população.

Entre 2010 e 2023, Belém registrou crescimento de 130% — de R$13.506 para R$31.100.

MunicípioMédia BR

Tendência

O PIB per capita de Belém está 23% abaixo da média nacional, indicando que o município ainda tem espaço para ampliar sua base produtiva e diversificar a economia formal.

Fonte: IBGE

Índice de Gini — desigualdade de renda
Fonte
IBGE — Censo Demográfico

O coeficiente de Gini mede a concentração de renda em uma escala de 0 a 1: 0 representa igualdade total e 1 representa desigualdade máxima. No Brasil, valores acima de 0,50 indicam alta desigualdade. É o principal indicador de distribuição de renda do município.

0.430Alta desigualdade2003
Belém
Média BR
0.3
0.4
0.5
0.6
igualitáriodesigual

Média Brasil

0.393

Diferença

+9.4%

Tendência

O Gini de Belém (0.430) está próximo da média nacional. Mesmo com renda média alinhada ao padrão brasileiro, a concentração de renda determina se essa riqueza se distribui amplamente ou fica restrita a poucos.

Fonte: IBGE / PNUD

Renda média dos trabalhadores formais
Fonte
IBGE — Cadastro Central de Empresas

O rendimento médio mensal dos trabalhadores formais, expresso em salários mínimos. Reflete o poder de compra da força de trabalho local e serve como indicador da qualidade dos empregos formais disponíveis no município. Calculado a partir dos dados do Censo e RAIS/IBGE.

Entre 2022 e 2023, Belém registrou queda de 8% — de 3,6 para 3,3.

MunicípioMédia BR

Tendência

Os trabalhadores formais de Belém ganham em média 3,3 salários mínimos — 64% acima da média nacional — o que tende a impulsionar o consumo local e a qualidade de vida.

Fonte: IBGE

Mercado de trabalho formal (CAGED)
Fonte
MTE — Novo CAGED

Número de novas admissões no mercado de trabalho formal registradas mensalmente no CAGED (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados). Junto com as demissões, indica a dinâmica do mercado de trabalho local e os movimentos de geração de emprego.

AdmissõesDesligamentosMédia BR (Adm.)Média BR (Des.)

Tendência

No período mais recente, Belém registrou 1.005 admissões a mais do que desligamentos no emprego formal — sinal positivo de geração líquida de empregos.

Fonte: Ministério do Trabalho / CAGED

Total de empresas ativas
Fonte
IBGE — Cadastro Central de Empresas

Número total de empresas com registro ativo no município segundo o IBGE/CEMPRE. Indica o nível de atividade econômica formal e a capacidade local de geração de empregos. Municípios com mais empresas tendem a ter maior diversificação econômica.

Entre 2008 e 2023, Belém registrou crescimento de 140% — de 17.581 para 42.248.

MunicípioMédia BR

Tendência

Belém conta com 42.248 empresas ativas, refletindo o nível de formalização econômica e a capacidade local de geração de emprego e renda. Municípios com maior número de empresas tendem a ter economia mais diversificada e resiliente.

Fonte: IBGE / CEMPRE

Bolsa Família - assistência social
Fonte
MDS — Sistema SAGI

Total de pessoas beneficiárias do Programa Bolsa Família, o principal programa de transferência de renda do Brasil. Indica o nível de vulnerabilidade socioeconômica local. Municípios com alta proporção de beneficiários em relação à população têm maior dependência de políticas sociais.

Pessoas beneficiárias

MunicípioMédia BR

Valor total transferido

MunicípioMédia BR

Tendência

O governo federal transferiu R$98.5 mi para as 344.372 pessoas beneficiárias do Bolsa Família em Belém. Esses recursos entram diretamente na economia local, sustentando o consumo das famílias de menor renda.

Fonte: Governo Federal