Painel das Cidades
Pará·Belém·Saúde

Indicadores Municipais

Saúde em Belém

Mortalidade · Leitos · Profissionais · Saneamento

Gerado por IA·Revisado por Painel das Cidades· 26/05/2026

O setor de saúde em Belém exibe um paradoxo estrutural: o expressivo fortalecimento dos recursos humanos e físicos não conseguiu reverter de forma contundente os indicadores de saúde de base. O número de médicos por mil habitantes cresceu de forma robusta, passando de 2,09 em 2010 para 4,09 em 2025, assim como o de enfermeiros, que saltou de 0,68 para 2,44 no mesmo período, acompanhado pela manutenção de uma rede de leitos hospitalares predominantemente voltada ao SUS (227,5 leitos em 2025). O município também manteve um compromisso fiscal elevado, aplicando historicamente mais de 20% de suas receitas próprias em saúde. Apesar desse robusto aparato e do aporte financeiro, a taxa de mortalidade infantil estagnou, flutuando de 18,99 em 2006 para 13,55 em 2017, mas retornando ao patamar de 15,52 em 2023. Essa resistência na redução dos óbitos na infância sugere gargalos na atenção primária e no pré-natal, evidenciando que a expansão da infraestrutura de média e alta complexidade não anula as carências sociais e de saneamento básico que afetam as famílias mais vulneráveis.

Mortalidade infantil
Fonte
IBGE — Registro Civil

A taxa de mortalidade infantil mede os óbitos de crianças com menos de 1 ano de vida por 1.000 nascidos vivos. A OMS considera taxas abaixo de 10 como baixas e acima de 30 como altas. É um dos indicadores mais sensíveis das condições de saúde, saneamento básico, nutrição e acesso a cuidados médicos.

Entre 2006 e 2023, Belém registrou queda de 18% — de 18,99 para 15,52.

MunicípioMédia BR

Tendência

A taxa de mortalidade infantil em Belém supera a média nacional em 22%. Esse indicador está diretamente ligado à qualidade do pré-natal, saneamento básico e acesso a unidades de saúde — áreas que demandam atenção prioritária.

Fonte: IBGE

Leitos hospitalares (por 100.000 hab.)
Fonte
DATASUS / IEPS

Número de leitos hospitalares do Sistema Único de Saúde por 100 mil habitantes. A OMS recomenda ao menos 300 leitos por 100 mil para um sistema de saúde adequado. Inclui leitos cirúrgicos, clínicos, obstétricos, pediátricos e de UTI da rede pública.

Leitos SUS — Cobertura moderada

MunicípioMédia BR

Leitos não-SUS (rede privada)

MunicípioMédia BR

Tendência

A disponibilidade de leitos hospitalares é um indicador crítico da capacidade do sistema de saúde local. Belém conta com 228 leitos SUS por 100.000 habitantes e 163 leitos privados. A OMS recomenda ao menos 300 leitos por 100.000 hab. para um sistema de saúde adequado.

Fonte: IEPS / DATASUS

Profissionais de saúde (por 1.000 hab.)
Fonte
DATASUS / IEPS

Número de médicos por 1.000 habitantes. O Conselho Federal de Medicina recomenda ao menos 2 médicos por 1.000 habitantes para atendimento adequado. A má distribuição de médicos é um dos principais desafios da saúde pública brasileira.

Médicos

Entre 2010 e 2025, Belém registrou crescimento de 95% — de 2,1 para 4,09.

MunicípioMédia BR

Tendência

Com 4,09 médicos por 1.000 habitantes, Belém atende à recomendação do Conselho Federal de Medicina (CFM) de ao menos 2 médicos/1.000 hab. Esse nível de cobertura favorece o acesso da população ao atendimento médico.

Enfermeiros

MunicípioMédia BR

Fonte: DATASUS / IEPS

Saneamento básico
Fonte
IEPS

Percentual de domicílios com acesso adequado a abastecimento de água tratada e esgotamento sanitário. Diretamente relacionado à saúde pública - municípios com baixa cobertura apresentam maiores taxas de doenças de veiculação hídrica e mortalidade infantil.

Entre 2010 e 2025, Belém registrou crescimento de 23% — de 68,4% para 83,95%.

MunicípioMédia BR

Tendência

83,95% dos domicílios de Belém têm acesso adequado ao saneamento básico. O gráfico mostra a evolução dessa cobertura — melhorias nesse índice têm impacto direto na saúde pública.

Fonte: IEPS