A segurança pública em Belém registrou uma das trajetórias de recuperação mais notáveis do país, transformando-se de uma grave ameaça ao desenvolvimento em um fator de atração de investimentos. O município enfrentou uma escalada histórica de violência, com o número absoluto de homicídios saltando de 211 em 1989 para um pico catastrófico de 1.101 mortes em 2016, período em que a sensação de insegurança limitava a atividade comercial noturna e o turismo. A partir de 2018, contudo, iniciou-se uma inflexão acentuada e contínua, culminando em 338 homicídios em 2023 — uma redução de quase 70% em relação ao pico. Essa pacificação gradual alivia a pressão sobre o sistema de saúde pública, reduz os custos operacionais das empresas com segurança privada e melhora drasticamente a qualidade de vida urbana, embora a consolidação dessa tendência exija a manutenção de políticas integradas de inteligência e inclusão social para os jovens das periferias.
A taxa de homicídios mede o número de homicídios por 100 mil habitantes ao ano. A OMS classifica taxas acima de 10 como epidemia de violência e acima de 30 como muito alta. É o principal indicador de segurança pública e qualidade de vida urbana, calculado a partir dos dados do Atlas da Violência / IPEA.
Entre 2014 e 2023, Belém registrou queda de 61% — de 57,65 para 22,44.
Tendência
Fonte: IPEA / Atlas da Violência
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