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Saúde em Melgaço

Mortalidade · Leitos · Profissionais · Saneamento

Gerado por IA·Revisado por Painel das Cidades· 27/05/2026

O panorama da saúde pública em Melgaço é diretamente impactado pelas precárias condições de saneamento básico, onde apenas cerca de 6,1% dos domicílios contavam com infraestrutura adequada em 2025. Essa grave lacuna estrutural correlaciona-se diretamente com a instabilidade histórica da taxa de mortalidade infantil, que apresenta oscilações bruscas — registrando picos preocupantes de 23,51 óbitos por mil nascidos vivos em 2021 antes de recuar para 15,87 em 2023 —, evidenciando a vulnerabilidade das crianças a doenças de veiculação hídrica e a fragilidade da atenção primária. A infraestrutura de atendimento é severamente limitada, caracterizada por uma densidade de médicos e enfermeiros que raramente supera 0,5 por mil habitantes e pela total inexistência de leitos hospitalares privados (Não-SUS). Embora o município aplique regularmente recursos próprios na saúde em patamares que variam entre 15% e 24% de sua receita, a dependência de leitos do SUS (que vêm sofrendo uma redução gradual ao longo da última década) sobrecarrega o sistema local e força a população a depender de transferências para centros urbanos de maior porte em casos de média e alta complexidade.

Mortalidade infantil
Fonte
IBGE — Registro Civil

A taxa de mortalidade infantil mede os óbitos de crianças com menos de 1 ano de vida por 1.000 nascidos vivos. A OMS considera taxas abaixo de 10 como baixas e acima de 30 como altas. É um dos indicadores mais sensíveis das condições de saúde, saneamento básico, nutrição e acesso a cuidados médicos.

Entre 2006 e 2023, Melgaço registrou queda de 22% — de 20,45 para 15,87.

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Tendência

A taxa de mortalidade infantil em Melgaço supera a média nacional em 25%. Esse indicador está diretamente ligado à qualidade do pré-natal, saneamento básico e acesso a unidades de saúde — áreas que demandam atenção prioritária.

Fonte: IBGE

Leitos hospitalares (por 100.000 hab.)
Fonte
DATASUS / IEPS

Número de leitos hospitalares do Sistema Único de Saúde por 100 mil habitantes. A OMS recomenda ao menos 300 leitos por 100 mil para um sistema de saúde adequado. Inclui leitos cirúrgicos, clínicos, obstétricos, pediátricos e de UTI da rede pública.

Leitos SUS — Cobertura baixa

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Leitos não-SUS (rede privada)

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Tendência

A disponibilidade de leitos hospitalares é um indicador crítico da capacidade do sistema de saúde local. Melgaço conta com 53 leitos SUS por 100.000 habitantes e 0 leitos privados. A OMS recomenda ao menos 300 leitos por 100.000 hab. para um sistema de saúde adequado.

Fonte: IEPS / DATASUS

Profissionais de saúde (por 1.000 hab.)
Fonte
DATASUS / IEPS

Número de médicos por 1.000 habitantes. O Conselho Federal de Medicina recomenda ao menos 2 médicos por 1.000 habitantes para atendimento adequado. A má distribuição de médicos é um dos principais desafios da saúde pública brasileira.

Médicos

Entre 2010 e 2025, Melgaço registrou queda de 9% — de 0,44 para 0,4.

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Tendência

Melgaço é considerado um deserto médico, com apenas 0,4 médico(s) por 1.000 hab. — muito abaixo do mínimo recomendado pelo CFM. Isso impõe barreiras sérias ao acesso da população a cuidados de saúde.

Enfermeiros

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Fonte: DATASUS / IEPS

Saneamento básico
Fonte
IEPS

Percentual de domicílios com acesso adequado a abastecimento de água tratada e esgotamento sanitário. Diretamente relacionado à saúde pública - municípios com baixa cobertura apresentam maiores taxas de doenças de veiculação hídrica e mortalidade infantil.

Entre 2010 e 2025, Melgaço registrou crescimento de 51% — de 4,05% para 6,11%.

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Tendência

Apenas 6,11% dos domicílios têm saneamento básico adequado em Melgaço. Essa cobertura precária está associada a maior incidência de doenças infecciosas e maiores taxas de mortalidade infantil.

Fonte: IEPS