Indicadores Municipais
Mortalidade · Leitos · Profissionais · Saneamento
O setor de saúde em Escada apresenta avanços na cobertura de profissionais, mas passa por uma visível reestruturação física. O número de médicos e enfermeiros por habitante cresceu de forma consistente na última década, alcançando em 2025 seus melhores patamares históricos, o que se correlaciona diretamente com a tendência de queda na mortalidade infantil, que reduziu de patamares próximos a 20 óbitos por mil nascidos vivos nos anos 2000 para cerca de 12 em 2023. Esse avanço é sustentado por investimentos municipais robustos, com a aplicação de receitas próprias em saúde (IEPS) frequentemente acima de 20%, superando o limite constitucional. Contudo, a infraestrutura hospitalar sofreu uma mudança drástica: houve uma redução severa de leitos disponíveis ao SUS a partir de 2018 (caindo de mais de 210 para a faixa de 80 a 107 leitos), enquanto os leitos não-SUS mantiveram-se estáveis ou cresceram, sugerindo uma possível perda de capacidade instalada pública ou uma reorganização da rede regional que pode sobrecarregar o atendimento local de média complexidade.
A taxa de mortalidade infantil mede os óbitos de crianças com menos de 1 ano de vida por 1.000 nascidos vivos. A OMS considera taxas abaixo de 10 como baixas e acima de 30 como altas. É um dos indicadores mais sensíveis das condições de saúde, saneamento básico, nutrição e acesso a cuidados médicos.
Entre 2006 e 2023, Escada registrou queda de 31% — de 17,47 para 12,14.
Tendência
Fonte: IBGE
Número de leitos hospitalares do Sistema Único de Saúde por 100 mil habitantes. A OMS recomenda ao menos 300 leitos por 100 mil para um sistema de saúde adequado. Inclui leitos cirúrgicos, clínicos, obstétricos, pediátricos e de UTI da rede pública.
Leitos SUS — Cobertura moderada
Leitos não-SUS (rede privada)
Tendência
Fonte: IEPS / DATASUS
Número de médicos por 1.000 habitantes. O Conselho Federal de Medicina recomenda ao menos 2 médicos por 1.000 habitantes para atendimento adequado. A má distribuição de médicos é um dos principais desafios da saúde pública brasileira.
Médicos
Entre 2010 e 2025, Escada registrou crescimento de 77% — de 1,14 para 2,03.
Tendência
Enfermeiros
Fonte: DATASUS / IEPS
Percentual de domicílios com acesso adequado a abastecimento de água tratada e esgotamento sanitário. Diretamente relacionado à saúde pública - municípios com baixa cobertura apresentam maiores taxas de doenças de veiculação hídrica e mortalidade infantil.
Entre 2010 e 2025, Escada registrou crescimento de 9% — de 38,48% para 42,01%.
Tendência
Fonte: IEPS
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