Teresina consolida sua vocação histórica de 'polo de saúde' interestadual, refletida no crescimento contínuo da densidade de profissionais: a taxa de médicos por mil habitantes subiu de 2,05 em 2010 para expressivos 4,53 em 2025, patamar muito superior à média nacional, acompanhada pela expansão do corpo de enfermeiros. O comprometimento do orçamento municipal com a saúde é elevado, mantendo-se historicamente acima de 30% das receitas próprias e atingindo o pico de 42,2% durante a crise sanitária de 2020. No entanto, a infraestrutura hospitalar mostra uma transição de perfil, com estabilização ou leve retração na oferta de leitos SUS em paralelo à oscilação dos leitos privados (Não-SUS). O grande paradoxo da saúde teresinense é que, apesar da alta concentração de recursos humanos e financeiros, a taxa de mortalidade infantil permanece resistente, flutuando na casa dos 14 a 15 óbitos por mil nascidos vivos nos anos mais recentes, o que sinaliza a necessidade urgente de fortalecer a atenção primária e o pré-natal nas periferias.
A taxa de mortalidade infantil mede os óbitos de crianças com menos de 1 ano de vida por 1.000 nascidos vivos. A OMS considera taxas abaixo de 10 como baixas e acima de 30 como altas. É um dos indicadores mais sensíveis das condições de saúde, saneamento básico, nutrição e acesso a cuidados médicos.
Entre 2006 e 2023, Teresina registrou queda de 24% — de 19,4 para 14,71.
Tendência
Fonte: IBGE
Número de leitos hospitalares do Sistema Único de Saúde por 100 mil habitantes. A OMS recomenda ao menos 300 leitos por 100 mil para um sistema de saúde adequado. Inclui leitos cirúrgicos, clínicos, obstétricos, pediátricos e de UTI da rede pública.
Leitos SUS — Cobertura moderada
Leitos não-SUS (rede privada)
Tendência
Fonte: IEPS / DATASUS
Número de médicos por 1.000 habitantes. O Conselho Federal de Medicina recomenda ao menos 2 médicos por 1.000 habitantes para atendimento adequado. A má distribuição de médicos é um dos principais desafios da saúde pública brasileira.
Médicos
Entre 2010 e 2025, Teresina registrou crescimento de 121% — de 2,05 para 4,54.
Tendência
Enfermeiros
Fonte: DATASUS / IEPS
Percentual de domicílios com acesso adequado a abastecimento de água tratada e esgotamento sanitário. Diretamente relacionado à saúde pública - municípios com baixa cobertura apresentam maiores taxas de doenças de veiculação hídrica e mortalidade infantil.
Entre 2010 e 2025, Teresina registrou crescimento de 28% — de 61,8% para 79,19%.
Tendência
Fonte: IEPS
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