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Saúde em Teresina

Mortalidade · Leitos · Profissionais · Saneamento

Gerado por IA·Revisado por Painel das Cidades· 26/05/2026

Teresina consolida sua vocação histórica de 'polo de saúde' interestadual, refletida no crescimento contínuo da densidade de profissionais: a taxa de médicos por mil habitantes subiu de 2,05 em 2010 para expressivos 4,53 em 2025, patamar muito superior à média nacional, acompanhada pela expansão do corpo de enfermeiros. O comprometimento do orçamento municipal com a saúde é elevado, mantendo-se historicamente acima de 30% das receitas próprias e atingindo o pico de 42,2% durante a crise sanitária de 2020. No entanto, a infraestrutura hospitalar mostra uma transição de perfil, com estabilização ou leve retração na oferta de leitos SUS em paralelo à oscilação dos leitos privados (Não-SUS). O grande paradoxo da saúde teresinense é que, apesar da alta concentração de recursos humanos e financeiros, a taxa de mortalidade infantil permanece resistente, flutuando na casa dos 14 a 15 óbitos por mil nascidos vivos nos anos mais recentes, o que sinaliza a necessidade urgente de fortalecer a atenção primária e o pré-natal nas periferias.

Mortalidade infantil
Fonte
IBGE — Registro Civil

A taxa de mortalidade infantil mede os óbitos de crianças com menos de 1 ano de vida por 1.000 nascidos vivos. A OMS considera taxas abaixo de 10 como baixas e acima de 30 como altas. É um dos indicadores mais sensíveis das condições de saúde, saneamento básico, nutrição e acesso a cuidados médicos.

Entre 2006 e 2023, Teresina registrou queda de 24% — de 19,4 para 14,71.

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Tendência

A taxa de mortalidade infantil em Teresina supera a média nacional em 16%. Esse indicador está diretamente ligado à qualidade do pré-natal, saneamento básico e acesso a unidades de saúde — áreas que demandam atenção prioritária.

Fonte: IBGE

Leitos hospitalares (por 100.000 hab.)
Fonte
DATASUS / IEPS

Número de leitos hospitalares do Sistema Único de Saúde por 100 mil habitantes. A OMS recomenda ao menos 300 leitos por 100 mil para um sistema de saúde adequado. Inclui leitos cirúrgicos, clínicos, obstétricos, pediátricos e de UTI da rede pública.

Leitos SUS — Cobertura moderada

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Leitos não-SUS (rede privada)

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Tendência

A disponibilidade de leitos hospitalares é um indicador crítico da capacidade do sistema de saúde local. Teresina conta com 264 leitos SUS por 100.000 habitantes e 109 leitos privados. A OMS recomenda ao menos 300 leitos por 100.000 hab. para um sistema de saúde adequado.

Fonte: IEPS / DATASUS

Profissionais de saúde (por 1.000 hab.)
Fonte
DATASUS / IEPS

Número de médicos por 1.000 habitantes. O Conselho Federal de Medicina recomenda ao menos 2 médicos por 1.000 habitantes para atendimento adequado. A má distribuição de médicos é um dos principais desafios da saúde pública brasileira.

Médicos

Entre 2010 e 2025, Teresina registrou crescimento de 121% — de 2,05 para 4,54.

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Tendência

Com 4,54 médicos por 1.000 habitantes, Teresina atende à recomendação do Conselho Federal de Medicina (CFM) de ao menos 2 médicos/1.000 hab. Esse nível de cobertura favorece o acesso da população ao atendimento médico.

Enfermeiros

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Fonte: DATASUS / IEPS

Saneamento básico
Fonte
IEPS

Percentual de domicílios com acesso adequado a abastecimento de água tratada e esgotamento sanitário. Diretamente relacionado à saúde pública - municípios com baixa cobertura apresentam maiores taxas de doenças de veiculação hídrica e mortalidade infantil.

Entre 2010 e 2025, Teresina registrou crescimento de 28% — de 61,8% para 79,19%.

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Tendência

79,19% dos domicílios de Teresina têm acesso adequado ao saneamento básico. O gráfico mostra a evolução dessa cobertura — melhorias nesse índice têm impacto direto na saúde pública.

Fonte: IEPS