A segurança pública em Teresina percorreu um caminho de forte deterioração histórica, saindo de patamares de baixa violência no final da década de 1980 (77 homicídios em 1989) para um pico alarmante em 2014, quando registrou 438 assassinatos. Nos anos subsequentes, houve uma oscilação descendente seguida de estabilização em um platô elevado, registrando 283 homicídios em 2023. Para uma população de aproximadamente 900 mil habitantes, esse volume representa uma taxa de mortalidade por causas violentas de cerca de 31 óbitos por 100 mil habitantes. Esse índice, considerado epidêmico pela Organização Mundial da Saúde, impõe severos custos sociais e econômicos à municipalidade, afetando a qualidade de vida dos moradores, afugentando investimentos privados noturnos e demandando gastos públicos que poderiam ser direcionados a outras áreas sociais.
A taxa de homicídios mede o número de homicídios por 100 mil habitantes ao ano. A OMS classifica taxas acima de 10 como epidemia de violência e acima de 30 como muito alta. É o principal indicador de segurança pública e qualidade de vida urbana, calculado a partir dos dados do Atlas da Violência / IPEA.
Entre 2014 e 2023, Teresina registrou queda de 38% — de 52,11 para 32,49.
Tendência
Fonte: IPEA / Atlas da Violência
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