O sistema de saúde de Londrina apresenta uma infraestrutura altamente robusta e uma oferta de profissionais de saúde que supera a média de muitos grandes centros urbanos, com a relação de médicos crescendo de forma consistente até atingir 6,31 por mil habitantes em 2025, acompanhada pelo aumento na densidade de enfermeiros. A capacidade instalada de leitos hospitalares, tanto no âmbito do SUS quanto no setor privado (Não-SUS), demonstra um equilíbrio que atende tanto à demanda pública quanto à medicina suplementar. Contudo, essa robustez estrutural e o expressivo investimento de recursos próprios do município em saúde (IEPS sempre acima de 22%) contrastam de forma paradoxal com a evolução da mortalidade infantil. Após atingir o patamar mínimo de 8,55 óbitos por mil nascidos vivos em 2015, o indicador apresentou uma tendência de elevação, estabilizando-se em patamares preocupantes próximos a 11,8 nos anos recentes. Essa contradição sugere que, apesar da excelente infraestrutura de alta complexidade e da abundância de profissionais, existem gargalos críticos na atenção primária, no acompanhamento pré-natal e na eficiência da cobertura básica de saúde, desafiando os gestores a converterem recursos financeiros e humanos em resultados efetivos de sobrevivência neonatal.
A taxa de mortalidade infantil mede os óbitos de crianças com menos de 1 ano de vida por 1.000 nascidos vivos. A OMS considera taxas abaixo de 10 como baixas e acima de 30 como altas. É um dos indicadores mais sensíveis das condições de saúde, saneamento básico, nutrição e acesso a cuidados médicos.
Entre 2006 e 2023, o indicador de Londrina se manteve estável: de 12,38 para 11,81.
Tendência
Fonte: IBGE
Número de leitos hospitalares do Sistema Único de Saúde por 100 mil habitantes. A OMS recomenda ao menos 300 leitos por 100 mil para um sistema de saúde adequado. Inclui leitos cirúrgicos, clínicos, obstétricos, pediátricos e de UTI da rede pública.
Leitos SUS — Cobertura moderada
Leitos não-SUS (rede privada)
Tendência
Fonte: IEPS / DATASUS
Número de médicos por 1.000 habitantes. O Conselho Federal de Medicina recomenda ao menos 2 médicos por 1.000 habitantes para atendimento adequado. A má distribuição de médicos é um dos principais desafios da saúde pública brasileira.
Médicos
Entre 2010 e 2025, Londrina registrou crescimento de 91% — de 3,31 para 6,31.
Tendência
Enfermeiros
Fonte: DATASUS / IEPS
Percentual de domicílios com acesso adequado a abastecimento de água tratada e esgotamento sanitário. Diretamente relacionado à saúde pública - municípios com baixa cobertura apresentam maiores taxas de doenças de veiculação hídrica e mortalidade infantil.
Entre 2010 e 2025, Londrina registrou crescimento de 11% — de 86,31% para 95,59%.
Tendência
Fonte: IEPS
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