Painel das Cidades
Paraná·Londrina·Saúde

Indicadores Municipais

Saúde em Londrina

Mortalidade · Leitos · Profissionais · Saneamento

Gerado por IA·Revisado por Painel das Cidades· 30/05/2026

O sistema de saúde de Londrina apresenta uma infraestrutura altamente robusta e uma oferta de profissionais de saúde que supera a média de muitos grandes centros urbanos, com a relação de médicos crescendo de forma consistente até atingir 6,31 por mil habitantes em 2025, acompanhada pelo aumento na densidade de enfermeiros. A capacidade instalada de leitos hospitalares, tanto no âmbito do SUS quanto no setor privado (Não-SUS), demonstra um equilíbrio que atende tanto à demanda pública quanto à medicina suplementar. Contudo, essa robustez estrutural e o expressivo investimento de recursos próprios do município em saúde (IEPS sempre acima de 22%) contrastam de forma paradoxal com a evolução da mortalidade infantil. Após atingir o patamar mínimo de 8,55 óbitos por mil nascidos vivos em 2015, o indicador apresentou uma tendência de elevação, estabilizando-se em patamares preocupantes próximos a 11,8 nos anos recentes. Essa contradição sugere que, apesar da excelente infraestrutura de alta complexidade e da abundância de profissionais, existem gargalos críticos na atenção primária, no acompanhamento pré-natal e na eficiência da cobertura básica de saúde, desafiando os gestores a converterem recursos financeiros e humanos em resultados efetivos de sobrevivência neonatal.

Mortalidade infantil
Fonte
IBGE — Registro Civil

A taxa de mortalidade infantil mede os óbitos de crianças com menos de 1 ano de vida por 1.000 nascidos vivos. A OMS considera taxas abaixo de 10 como baixas e acima de 30 como altas. É um dos indicadores mais sensíveis das condições de saúde, saneamento básico, nutrição e acesso a cuidados médicos.

Entre 2006 e 2023, o indicador de Londrina se manteve estável: de 12,38 para 11,81.

MunicípioMédia BR

Tendência

A mortalidade infantil em Londrina está alinhada à média nacional. O gráfico mostra a evolução desse indicador ao longo dos anos, que tende a cair com melhorias no saneamento e na atenção básica.

Fonte: IBGE

Leitos hospitalares (por 100.000 hab.)
Fonte
DATASUS / IEPS

Número de leitos hospitalares do Sistema Único de Saúde por 100 mil habitantes. A OMS recomenda ao menos 300 leitos por 100 mil para um sistema de saúde adequado. Inclui leitos cirúrgicos, clínicos, obstétricos, pediátricos e de UTI da rede pública.

Leitos SUS — Cobertura moderada

MunicípioMédia BR

Leitos não-SUS (rede privada)

MunicípioMédia BR

Tendência

A disponibilidade de leitos hospitalares é um indicador crítico da capacidade do sistema de saúde local. Londrina conta com 210 leitos SUS por 100.000 habitantes e 154 leitos privados. A OMS recomenda ao menos 300 leitos por 100.000 hab. para um sistema de saúde adequado.

Fonte: IEPS / DATASUS

Profissionais de saúde (por 1.000 hab.)
Fonte
DATASUS / IEPS

Número de médicos por 1.000 habitantes. O Conselho Federal de Medicina recomenda ao menos 2 médicos por 1.000 habitantes para atendimento adequado. A má distribuição de médicos é um dos principais desafios da saúde pública brasileira.

Médicos

Entre 2010 e 2025, Londrina registrou crescimento de 91% — de 3,31 para 6,31.

MunicípioMédia BR

Tendência

Com 6,31 médicos por 1.000 habitantes, Londrina atende à recomendação do Conselho Federal de Medicina (CFM) de ao menos 2 médicos/1.000 hab. Esse nível de cobertura favorece o acesso da população ao atendimento médico.

Enfermeiros

MunicípioMédia BR

Fonte: DATASUS / IEPS

Saneamento básico
Fonte
IEPS

Percentual de domicílios com acesso adequado a abastecimento de água tratada e esgotamento sanitário. Diretamente relacionado à saúde pública - municípios com baixa cobertura apresentam maiores taxas de doenças de veiculação hídrica e mortalidade infantil.

Entre 2010 e 2025, Londrina registrou crescimento de 11% — de 86,31% para 95,59%.

MunicípioMédia BR

Tendência

95,59% dos domicílios de Londrina têm acesso adequado ao saneamento básico — cobertura quase universal que contribui diretamente para a redução de doenças de veiculação hídrica e melhoria da mortalidade infantil.

Fonte: IEPS