Painel das Cidades

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Saúde em Belford Roxo

Mortalidade · Leitos · Profissionais · Saneamento

Gerado por IA·Revisado por Painel das Cidades· 30/05/2026

O setor de saúde em Belford Roxo é caracterizado por uma crônica instabilidade e por uma infraestrutura que luta para acompanhar a demanda de uma população crescente. A taxa de mortalidade infantil permanece em patamares preocupantes e voláteis, registrando 15,2 óbitos por mil nascidos vivos em 2022 e subindo para 16,62 em 2023, o que aponta para falhas persistentes na atenção primária e no pré-natal. Essa fragilidade é alimentada pela oscilação dos recursos próprios destinados à saúde (IEPS), que atingiram o pico de 34,78% em 2022, mas recuaram para 18,34% em 2025, comprometendo o planejamento de longo prazo. Embora a densidade de profissionais tenha melhorado gradualmente até 2025 (com médicos chegando a 1,45 e enfermeiros a 0,82 por mil habitantes), a oferta de leitos hospitalares sofreu profundas reconfigurações: os leitos vinculados ao SUS, que despencaram na década de 2010, recuperaram-se parcialmente após a pandemia, mas a oscilação constante na capacidade de internação revela um sistema público sob constante estresse financeiro e operacional.

Mortalidade infantil
Fonte
IBGE — Registro Civil

A taxa de mortalidade infantil mede os óbitos de crianças com menos de 1 ano de vida por 1.000 nascidos vivos. A OMS considera taxas abaixo de 10 como baixas e acima de 30 como altas. É um dos indicadores mais sensíveis das condições de saúde, saneamento básico, nutrição e acesso a cuidados médicos.

Entre 2006 e 2023, Belford Roxo registrou queda de 12% — de 18,81 para 16,62.

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Tendência

A taxa de mortalidade infantil em Belford Roxo supera a média nacional em 31%. Esse indicador está diretamente ligado à qualidade do pré-natal, saneamento básico e acesso a unidades de saúde — áreas que demandam atenção prioritária.

Fonte: IBGE

Leitos hospitalares (por 100.000 hab.)
Fonte
DATASUS / IEPS

Número de leitos hospitalares do Sistema Único de Saúde por 100 mil habitantes. A OMS recomenda ao menos 300 leitos por 100 mil para um sistema de saúde adequado. Inclui leitos cirúrgicos, clínicos, obstétricos, pediátricos e de UTI da rede pública.

Leitos SUS — Cobertura baixa

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Tendência

A disponibilidade de leitos hospitalares é um indicador crítico da capacidade do sistema de saúde local. Belford Roxo conta com 58 leitos SUS por 100.000 habitantes. A OMS recomenda ao menos 300 leitos por 100.000 hab. para um sistema de saúde adequado.

Fonte: IEPS / DATASUS

Profissionais de saúde (por 1.000 hab.)
Fonte
DATASUS / IEPS

Número de médicos por 1.000 habitantes. O Conselho Federal de Medicina recomenda ao menos 2 médicos por 1.000 habitantes para atendimento adequado. A má distribuição de médicos é um dos principais desafios da saúde pública brasileira.

Médicos

Entre 2010 e 2025, Belford Roxo registrou crescimento de 20% — de 1,22 para 1,46.

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Tendência

Belford Roxo conta com 1,46 médicos por 1.000 habitantes, abaixo do mínimo recomendado pelo CFM (2/1.000). A má distribuição de médicos é um dos principais desafios do sistema de saúde brasileiro.

Enfermeiros

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Fonte: DATASUS / IEPS

Saneamento básico
Fonte
IEPS

Percentual de domicílios com acesso adequado a abastecimento de água tratada e esgotamento sanitário. Diretamente relacionado à saúde pública - municípios com baixa cobertura apresentam maiores taxas de doenças de veiculação hídrica e mortalidade infantil.

Entre 2010 e 2025, Belford Roxo registrou crescimento de 9% — de 82,04% para 89,67%.

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Tendência

89,67% dos domicílios de Belford Roxo têm acesso adequado ao saneamento básico. O gráfico mostra a evolução dessa cobertura — melhorias nesse índice têm impacto direto na saúde pública.

Fonte: IEPS