Painel das Cidades

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Saúde em Macaé

Mortalidade · Leitos · Profissionais · Saneamento

Gerado por IA·Revisado por Painel das Cidades· 28/05/2026

O setor de saúde em Macaé demonstra robustez financeira e de recursos humanos, embora ainda enfrente desafios na eficiência dos serviços básicos. O município destina uma parcela expressiva de suas receitas próprias para a saúde (IEPS frequentemente acima de 30%), o que viabilizou uma excelente densidade de profissionais: o número de médicos por mil habitantes subiu de 3,68 em 2010 para 5,64 em 2025, e o de enfermeiros saltou de 0,78 para 2,56 no mesmo período. A infraestrutura hospitalar também se expandiu, com destaque para os leitos não-SUS, que cresceram e superaram os leitos SUS (157 contra 138 em 2025), evidenciando a forte demanda por planos de saúde privados corporativos ligados à indústria petrolífera. Apesar dessa fartura de recursos, a taxa de mortalidade infantil apresenta uma volatilidade preocupante, registrando picos como 14,66 em 2022 antes de recuar para 9,58 em 2023. Essa instabilidade sugere que, embora a média complexidade esteja bem assistida, a atenção primária e o acompanhamento pré-natal ainda carecem de maior consistência e capilaridade.

Mortalidade infantil
Fonte
IBGE — Registro Civil

A taxa de mortalidade infantil mede os óbitos de crianças com menos de 1 ano de vida por 1.000 nascidos vivos. A OMS considera taxas abaixo de 10 como baixas e acima de 30 como altas. É um dos indicadores mais sensíveis das condições de saúde, saneamento básico, nutrição e acesso a cuidados médicos.

Entre 2006 e 2023, Macaé registrou crescimento de 16% — de 8,25 para 9,58.

MunicípioMédia BR

Tendência

Macaé apresenta mortalidade infantil 24% abaixo da média nacional — resultado que reflete melhores condições de saneamento, acesso à saúde pré-natal e qualidade de vida para as famílias.

Fonte: IBGE

Leitos hospitalares (por 100.000 hab.)
Fonte
DATASUS / IEPS

Número de leitos hospitalares do Sistema Único de Saúde por 100 mil habitantes. A OMS recomenda ao menos 300 leitos por 100 mil para um sistema de saúde adequado. Inclui leitos cirúrgicos, clínicos, obstétricos, pediátricos e de UTI da rede pública.

Leitos SUS — Cobertura baixa

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Leitos não-SUS (rede privada)

MunicípioMédia BR

Tendência

A disponibilidade de leitos hospitalares é um indicador crítico da capacidade do sistema de saúde local. Macaé conta com 138 leitos SUS por 100.000 habitantes e 157 leitos privados. A OMS recomenda ao menos 300 leitos por 100.000 hab. para um sistema de saúde adequado.

Fonte: IEPS / DATASUS

Profissionais de saúde (por 1.000 hab.)
Fonte
DATASUS / IEPS

Número de médicos por 1.000 habitantes. O Conselho Federal de Medicina recomenda ao menos 2 médicos por 1.000 habitantes para atendimento adequado. A má distribuição de médicos é um dos principais desafios da saúde pública brasileira.

Médicos

Entre 2010 e 2025, Macaé registrou crescimento de 53% — de 3,68 para 5,64.

MunicípioMédia BR

Tendência

Com 5,64 médicos por 1.000 habitantes, Macaé atende à recomendação do Conselho Federal de Medicina (CFM) de ao menos 2 médicos/1.000 hab. Esse nível de cobertura favorece o acesso da população ao atendimento médico.

Enfermeiros

MunicípioMédia BR

Fonte: DATASUS / IEPS

Saneamento básico
Fonte
IEPS

Percentual de domicílios com acesso adequado a abastecimento de água tratada e esgotamento sanitário. Diretamente relacionado à saúde pública - municípios com baixa cobertura apresentam maiores taxas de doenças de veiculação hídrica e mortalidade infantil.

Entre 2010 e 2025, Macaé registrou crescimento de 10% — de 82,8% para 91,48%.

MunicípioMédia BR

Tendência

91,48% dos domicílios de Macaé têm acesso adequado ao saneamento básico — cobertura quase universal que contribui diretamente para a redução de doenças de veiculação hídrica e melhoria da mortalidade infantil.

Fonte: IEPS