Painel das Cidades

Indicadores Municipais

Saúde em Maricá

Mortalidade · Leitos · Profissionais · Saneamento

Gerado por IA·Revisado por Painel das Cidades· 28/05/2026

O setor de saúde em Maricá demonstra um avanço estrutural significativo, financiado pelo aumento progressivo da aplicação de receitas próprias municipais, que atingiu o ápice de 30,99% em 2025. Esse esforço fiscal viabilizou uma expansão notável no quadro de profissionais, com a taxa de médicos saltando de 1,94 por mil habitantes em 2010 para 4,47 em 2025, e a de enfermeiros subindo de 0,34 para 3,03 no mesmo período. A infraestrutura hospitalar também foi reconfigurada, priorizando o atendimento público com a ampliação dos leitos SUS (que passaram de 62,6 em 2010 para cerca de 97 em 2025), enquanto a oferta privada (não-SUS) encolheu drasticamente. No entanto, a eficiência clínica ainda enfrenta gargalos: a taxa de mortalidade infantil, que havia atingido seu melhor patamar em 2020 (8,43 óbitos por mil nascidos vivos), voltou a oscilar para cima, registrando 12,32 em 2023. Essa instabilidade sugere que, apesar do robusto aporte financeiro e do aumento de pessoal, a atenção básica e o acompanhamento pré-natal precisam de maior qualificação para acompanhar o ritmo de crescimento populacional.

Mortalidade infantil
Fonte
IBGE — Registro Civil

A taxa de mortalidade infantil mede os óbitos de crianças com menos de 1 ano de vida por 1.000 nascidos vivos. A OMS considera taxas abaixo de 10 como baixas e acima de 30 como altas. É um dos indicadores mais sensíveis das condições de saúde, saneamento básico, nutrição e acesso a cuidados médicos.

Entre 2006 e 2023, Maricá registrou queda de 29% — de 17,24 para 12,32.

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Tendência

A mortalidade infantil em Maricá está alinhada à média nacional. O gráfico mostra a evolução desse indicador ao longo dos anos, que tende a cair com melhorias no saneamento e na atenção básica.

Fonte: IBGE

Leitos hospitalares (por 100.000 hab.)
Fonte
DATASUS / IEPS

Número de leitos hospitalares do Sistema Único de Saúde por 100 mil habitantes. A OMS recomenda ao menos 300 leitos por 100 mil para um sistema de saúde adequado. Inclui leitos cirúrgicos, clínicos, obstétricos, pediátricos e de UTI da rede pública.

Leitos SUS — Cobertura baixa

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Leitos não-SUS (rede privada)

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Tendência

A disponibilidade de leitos hospitalares é um indicador crítico da capacidade do sistema de saúde local. Maricá conta com 97 leitos SUS por 100.000 habitantes e 9 leitos privados. A OMS recomenda ao menos 300 leitos por 100.000 hab. para um sistema de saúde adequado.

Fonte: IEPS / DATASUS

Profissionais de saúde (por 1.000 hab.)
Fonte
DATASUS / IEPS

Número de médicos por 1.000 habitantes. O Conselho Federal de Medicina recomenda ao menos 2 médicos por 1.000 habitantes para atendimento adequado. A má distribuição de médicos é um dos principais desafios da saúde pública brasileira.

Médicos

Entre 2010 e 2025, Maricá registrou crescimento de 130% — de 1,94 para 4,47.

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Tendência

Com 4,47 médicos por 1.000 habitantes, Maricá atende à recomendação do Conselho Federal de Medicina (CFM) de ao menos 2 médicos/1.000 hab. Esse nível de cobertura favorece o acesso da população ao atendimento médico.

Enfermeiros

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Fonte: DATASUS / IEPS

Saneamento básico
Fonte
IEPS

Percentual de domicílios com acesso adequado a abastecimento de água tratada e esgotamento sanitário. Diretamente relacionado à saúde pública - municípios com baixa cobertura apresentam maiores taxas de doenças de veiculação hídrica e mortalidade infantil.

Entre 2010 e 2025, Maricá registrou crescimento de 42% — de 64,26% para 91,44%.

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Tendência

91,44% dos domicílios de Maricá têm acesso adequado ao saneamento básico — cobertura quase universal que contribui diretamente para a redução de doenças de veiculação hídrica e melhoria da mortalidade infantil.

Fonte: IEPS