Painel das Cidades

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Saúde em Rio de Janeiro

Mortalidade · Leitos · Profissionais · Saneamento

Gerado por IA·Revisado por Painel das Cidades· 25/05/2026

O sistema de saúde do Rio de Janeiro apresenta uma infraestrutura de recursos humanos altamente robusta, caracterizada pelo crescimento contínuo na densidade de profissionais, com a taxa de médicos subindo de 3,47 por mil habitantes em 2010 para 5,18 em 2025, acompanhada pelo incremento no número de enfermeiros. Essa forte concentração de profissionais, contudo, contrasta com uma reorganização preocupante na oferta de leitos hospitalares: enquanto os leitos privados (Não SUS) mantiveram-se relativamente estáveis, os leitos públicos (SUS) sofreram uma redução gradual, caindo de 174,6 em 2010 para 143,1 em 2025. Essa retração da capacidade instalada pública, somada à estabilização da taxa de mortalidade infantil em patamares persistentes (em torno de 12 óbitos por mil nascidos vivos), sugere gargalos na eficiência da atenção primária e na cobertura hospitalar de alta complexidade, mesmo com o município direcionando historicamente entre 15% e 25% de suas receitas próprias para o financiamento da saúde.

Mortalidade infantil
Fonte
IBGE — Registro Civil

A taxa de mortalidade infantil mede os óbitos de crianças com menos de 1 ano de vida por 1.000 nascidos vivos. A OMS considera taxas abaixo de 10 como baixas e acima de 30 como altas. É um dos indicadores mais sensíveis das condições de saúde, saneamento básico, nutrição e acesso a cuidados médicos.

Entre 2006 e 2023, Rio de Janeiro registrou queda de 11% — de 13,72 para 12,27.

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Tendência

A mortalidade infantil em Rio de Janeiro está alinhada à média nacional. O gráfico mostra a evolução desse indicador ao longo dos anos, que tende a cair com melhorias no saneamento e na atenção básica.

Fonte: IBGE

Leitos hospitalares (por 100.000 hab.)
Fonte
DATASUS / IEPS

Número de leitos hospitalares do Sistema Único de Saúde por 100 mil habitantes. A OMS recomenda ao menos 300 leitos por 100 mil para um sistema de saúde adequado. Inclui leitos cirúrgicos, clínicos, obstétricos, pediátricos e de UTI da rede pública.

Leitos SUS — Cobertura baixa

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Leitos não-SUS (rede privada)

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Tendência

A disponibilidade de leitos hospitalares é um indicador crítico da capacidade do sistema de saúde local. Rio de Janeiro conta com 143 leitos SUS por 100.000 habitantes e 162 leitos privados. A OMS recomenda ao menos 300 leitos por 100.000 hab. para um sistema de saúde adequado.

Fonte: IEPS / DATASUS

Profissionais de saúde (por 1.000 hab.)
Fonte
DATASUS / IEPS

Número de médicos por 1.000 habitantes. O Conselho Federal de Medicina recomenda ao menos 2 médicos por 1.000 habitantes para atendimento adequado. A má distribuição de médicos é um dos principais desafios da saúde pública brasileira.

Médicos

Entre 2010 e 2025, Rio de Janeiro registrou crescimento de 49% — de 3,48 para 5,18.

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Tendência

Com 5,18 médicos por 1.000 habitantes, Rio de Janeiro atende à recomendação do Conselho Federal de Medicina (CFM) de ao menos 2 médicos/1.000 hab. Esse nível de cobertura favorece o acesso da população ao atendimento médico.

Enfermeiros

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Fonte: DATASUS / IEPS

Saneamento básico
Fonte
IEPS

Percentual de domicílios com acesso adequado a abastecimento de água tratada e esgotamento sanitário. Diretamente relacionado à saúde pública - municípios com baixa cobertura apresentam maiores taxas de doenças de veiculação hídrica e mortalidade infantil.

Entre 2010 e 2025, o indicador de Rio de Janeiro se manteve estável: de 94,91% para 96%.

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Tendência

96% dos domicílios de Rio de Janeiro têm acesso adequado ao saneamento básico — cobertura quase universal que contribui diretamente para a redução de doenças de veiculação hídrica e melhoria da mortalidade infantil.

Fonte: IEPS