Indicadores Municipais
PIB per capita · Renda · Desigualdade · Emprego · Empresas · Bolsa Família
O cenário econômico do município é marcado por contradições profundas entre o crescimento macroeconômico e a realidade social da população. O PIB per capita apresentou uma trajetória de crescimento consistente, saltando de R$ 3.797,02 em 2010 para R$ 11.928,61 em 2023. No entanto, esse avanço não se traduziu em salários elevados, visto que o rendimento mensal médio estagnou em modestos 1,4 salário mínimo em 2023. A fragilidade do mercado de trabalho formal é evidenciada pela extrema sazonalidade nas admissões e demissões (com picos de contratação seguidos por demissões em massa, como em maio de 2023 com 355 admissões e apenas 22 desligamentos, contrastando com março do mesmo ano, que registrou 121 demissões). Essa instabilidade explica a massiva dependência do Programa Bolsa Família, que em diversos meses registra mais de 5.000 beneficiários — quase metade da população total —, injetando mensalmente mais de R$ 1,3 milhão na economia local. Por outro lado, o salto expressivo no número de empresas registradas, que passou de 57 em 2021 para 211 em 2023, sinaliza um movimento recente de formalização de micronegócios ou atração de pequenos empreendimentos, o que pode representar uma via de diversificação econômica a médio prazo.
O PIB per capita é o Produto Interno Bruto do município dividido pela sua população. Mede a riqueza econômica média gerada localmente por habitante, em reais. É um indicador de prosperidade econômica, embora não reflita a distribuição de renda entre a população.
Entre 2010 e 2023, Espírito Santo registrou crescimento de 214% — de R$3.797 para R$11.929.
Tendência
Fonte: IBGE
O coeficiente de Gini mede a concentração de renda em uma escala de 0 a 1: 0 representa igualdade total e 1 representa desigualdade máxima. No Brasil, valores acima de 0,50 indicam alta desigualdade. É o principal indicador de distribuição de renda do município.
Média Brasil
0.393
Diferença
-3.3%
Tendência
Fonte: IBGE / PNUD
O rendimento médio mensal dos trabalhadores formais, expresso em salários mínimos. Reflete o poder de compra da força de trabalho local e serve como indicador da qualidade dos empregos formais disponíveis no município. Calculado a partir dos dados do Censo e RAIS/IBGE.
Entre 2022 e 2023, Espírito Santo registrou queda de 7% — de 1,5 para 1,4.
Tendência
Fonte: IBGE
Número de novas admissões no mercado de trabalho formal registradas mensalmente no CAGED (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados). Junto com as demissões, indica a dinâmica do mercado de trabalho local e os movimentos de geração de emprego.
Tendência
Número total de empresas com registro ativo no município segundo o IBGE/CEMPRE. Indica o nível de atividade econômica formal e a capacidade local de geração de empregos. Municípios com mais empresas tendem a ter maior diversificação econômica.
Entre 2008 e 2023, Espírito Santo registrou crescimento de 391% — de 43 para 211.
Tendência
Fonte: IBGE / CEMPRE
Total de pessoas beneficiárias do Programa Bolsa Família, o principal programa de transferência de renda do Brasil. Indica o nível de vulnerabilidade socioeconômica local. Municípios com alta proporção de beneficiários em relação à população têm maior dependência de políticas sociais.
Pessoas beneficiárias
Valor total transferido
Tendência
Fonte: Governo Federal
Rankings relacionados
Onde os trabalhadores ganham mais?
Municípios com maior renda média dos trabalhadores formais
Onde os salários formais são mais baixos?
Municípios com menor renda média dos trabalhadores com carteira assinada
Quais cidades geram mais riqueza por habitante?
Municípios com maior Produto Interno Bruto per capita
Onde mais pessoas dependem do Bolsa Família?
Municípios com maior proporção de beneficiários por habitante