Indicadores Municipais
Mortalidade · Leitos · Profissionais · Saneamento
A saúde pública em Espírito Santo revela um modelo focado quase exclusivamente na atenção primária, evidenciado por uma distorção estatística notável: o número registrado de médicos por mil habitantes saltou de 1,09 em 2020 para impressionantes 98,53 em 2025, acompanhado por um aumento de enfermeiros (11,23 em 2025). Esse fenômeno, provavelmente decorrente de registros centralizados de programas de saúde ou consórcios, contrasta drasticamente com a infraestrutura física local, que registra zero leitos hospitalares (tanto SUS quanto não-SUS) ao longo de toda a série histórica. Na prática, isso significa que a população depende inteiramente de outras cidades para internações e procedimentos de média e alta complexidade. Apesar de o município aplicar uma parcela expressiva de suas receitas próprias em saúde (IEPS de 30,73% em 2025, bem acima do limite constitucional), a volatilidade da mortalidade infantil — que atingiu picos alarmantes de 51,02 por mil nascidos vivos em 2017 antes de recuar para patamares menores e voltar a subir para 20,41 em 2023 — expõe a necessidade urgente de qualificar o acompanhamento pré-natal e a assistência à primeira infância, garantindo que os altos investimentos financeiros se convertam em segurança epidemiológica real.
A taxa de mortalidade infantil mede os óbitos de crianças com menos de 1 ano de vida por 1.000 nascidos vivos. A OMS considera taxas abaixo de 10 como baixas e acima de 30 como altas. É um dos indicadores mais sensíveis das condições de saúde, saneamento básico, nutrição e acesso a cuidados médicos.
Dados não disponíveis para este município.
Fonte: IBGE
Número de leitos hospitalares do Sistema Único de Saúde por 100 mil habitantes. A OMS recomenda ao menos 300 leitos por 100 mil para um sistema de saúde adequado. Inclui leitos cirúrgicos, clínicos, obstétricos, pediátricos e de UTI da rede pública.
Leitos SUS — Cobertura crítica
Tendência
Fonte: IEPS / DATASUS
Número de médicos por 1.000 habitantes. O Conselho Federal de Medicina recomenda ao menos 2 médicos por 1.000 habitantes para atendimento adequado. A má distribuição de médicos é um dos principais desafios da saúde pública brasileira.
Médicos
Entre 2010 e 2025, Espírito Santo registrou crescimento de 13023% — de 0,75 para 98,53.
Tendência
Fonte: DATASUS / IEPS
Percentual de domicílios com acesso adequado a abastecimento de água tratada e esgotamento sanitário. Diretamente relacionado à saúde pública - municípios com baixa cobertura apresentam maiores taxas de doenças de veiculação hídrica e mortalidade infantil.
Entre 2010 e 2025, Espírito Santo registrou crescimento de 7% — de 19,9% para 21,31%.
Tendência
Fonte: IEPS
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