Indicadores Municipais
Mortalidade · Leitos · Profissionais · Saneamento
A saúde pública em Monte das Gameleiras expõe sérias fragilidades estruturais, a começar pela alarmante e instável taxa de mortalidade infantil, que atingiu o pico crítico de 71,43 por mil nascidos vivos em 2022, evidenciando falhas severas na assistência pré-natal e na atenção básica à infância. O sistema de saúde é totalmente dependente do SUS, registrando zero leitos privados (Não-SUS), enquanto a oferta de leitos SUS permanece estável em patamares elevados. Um ponto de extrema inconsistência nos dados refere-se ao indicador de médicos, que salta de uma média histórica de 1,2 a 2,5 profissionais para surreais 81,09 em 2024 e 136,46 em 2025, o que sugere uma provável distorção estatística ou erro de registro na base de dados oficial, uma vez que tais proporções seriam impraticáveis para uma população tão reduzida. O investimento municipal em saúde, medido pelo IEPS de receita própria, manteve-se flutuante, fechando em 21,52% em 2025, patamar que, embora expressivo, ainda não se traduz em segurança epidemiológica ou na redução consistente da mortalidade infantil.
A taxa de mortalidade infantil mede os óbitos de crianças com menos de 1 ano de vida por 1.000 nascidos vivos. A OMS considera taxas abaixo de 10 como baixas e acima de 30 como altas. É um dos indicadores mais sensíveis das condições de saúde, saneamento básico, nutrição e acesso a cuidados médicos.
Entre 2006 e 2022, Monte das Gameleiras registrou crescimento de 257% — de 20 para 71,43.
Tendência
Fonte: IBGE
Número de leitos hospitalares do Sistema Único de Saúde por 100 mil habitantes. A OMS recomenda ao menos 300 leitos por 100 mil para um sistema de saúde adequado. Inclui leitos cirúrgicos, clínicos, obstétricos, pediátricos e de UTI da rede pública.
Leitos SUS — Cobertura adequada (OMS: 300+)
Leitos não-SUS (rede privada)
Tendência
Fonte: IEPS / DATASUS
Número de médicos por 1.000 habitantes. O Conselho Federal de Medicina recomenda ao menos 2 médicos por 1.000 habitantes para atendimento adequado. A má distribuição de médicos é um dos principais desafios da saúde pública brasileira.
Médicos
Entre 2010 e 2025, Monte das Gameleiras registrou crescimento de 6103% — de 2,2 para 136,46.
Tendência
Enfermeiros
Fonte: DATASUS / IEPS
Percentual de domicílios com acesso adequado a abastecimento de água tratada e esgotamento sanitário. Diretamente relacionado à saúde pública - municípios com baixa cobertura apresentam maiores taxas de doenças de veiculação hídrica e mortalidade infantil.
Entre 2010 e 2025, Monte das Gameleiras registrou crescimento de 194% — de 25,23% para 74,25%.
Tendência
Fonte: IEPS
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