Indicadores Municipais
Mortalidade · Leitos · Profissionais · Saneamento
O setor de saúde de Taboleiro Grande apresenta um paradoxo crítico entre a abundância de insumos e a eficiência dos resultados finais. O município demonstra forte compromisso fiscal, aplicando rotineiramente entre 18% e 22% de suas receitas próprias na saúde (com pico de 33% durante a pandemia em 2020), o que garante uma excelente proporção de médicos (6,64 por mil habitantes em 2025) e enfermeiros (2,90 por mil habitantes em 2025), além de uma oferta robusta de leitos hospitalares vinculados exclusivamente ao SUS. No entanto, essa estrutura não tem sido suficiente para assegurar a saúde materno-infantil: a taxa de mortalidade infantil atingiu o alarmante patamar de 136,36 óbitos por mil nascidos vivos em 2023. Embora em populações muito reduzidas um pequeno número absoluto de óbitos distorça drasticamente as taxas por mil, o indicador é um forte sinal de alerta para falhas na cobertura ou na qualidade do pré-natal e da assistência neonatal de urgência, exigindo uma revisão urgente na eficiência da atenção primária.
A taxa de mortalidade infantil mede os óbitos de crianças com menos de 1 ano de vida por 1.000 nascidos vivos. A OMS considera taxas abaixo de 10 como baixas e acima de 30 como altas. É um dos indicadores mais sensíveis das condições de saúde, saneamento básico, nutrição e acesso a cuidados médicos.
Entre 2006 e 2023, Taboleiro Grande registrou crescimento de 445% — de 25 para 136,36.
Tendência
Fonte: IBGE
Número de leitos hospitalares do Sistema Único de Saúde por 100 mil habitantes. A OMS recomenda ao menos 300 leitos por 100 mil para um sistema de saúde adequado. Inclui leitos cirúrgicos, clínicos, obstétricos, pediátricos e de UTI da rede pública.
Leitos SUS — Cobertura adequada (OMS: 300+)
Leitos não-SUS (rede privada)
Tendência
Fonte: IEPS / DATASUS
Número de médicos por 1.000 habitantes. O Conselho Federal de Medicina recomenda ao menos 2 médicos por 1.000 habitantes para atendimento adequado. A má distribuição de médicos é um dos principais desafios da saúde pública brasileira.
Médicos
Entre 2010 e 2025, Taboleiro Grande registrou crescimento de 670% — de 0,86 para 6,64.
Tendência
Enfermeiros
Fonte: DATASUS / IEPS
Percentual de domicílios com acesso adequado a abastecimento de água tratada e esgotamento sanitário. Diretamente relacionado à saúde pública - municípios com baixa cobertura apresentam maiores taxas de doenças de veiculação hídrica e mortalidade infantil.
Entre 2010 e 2025, Taboleiro Grande registrou crescimento de 5458% — de 1,16% para 64,44%.
Tendência
Fonte: IEPS
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