Indicadores Municipais
Mortalidade · Leitos · Profissionais · Saneamento
O panorama da saúde em Presidente Lucena revela uma gestão municipal comprometida, com aplicação de recursos próprios (IEPS) consistentemente acima do limite constitucional, oscilando entre 18% e 22% ao longo dos anos, o que garante uma excelente cobertura de profissionais de atenção básica, alcançando a marca de 5,68 médicos por mil habitantes em 2025. Todavia, a infraestrutura local esbarra na escala demográfica: o município possui zero leitos hospitalares (tanto SUS quanto não-SUS), o que estabelece uma dependência absoluta de consórcios e hospitais regionais para atendimentos de média e alta complexidade. Outro ponto de atenção é a taxa de mortalidade infantil, que exibe extrema volatilidade (registrando 47,62 em 2021, caindo para 21,74 em 2022 e subindo para 30,3 em 2023). Em populações muito reduzidas, oscilações dessa magnitude são estatisticamente comuns, pois um único óbito eleva drasticamente o indicador, mas a persistência de patamares elevados acende um alerta para a necessidade de aprimoramento contínuo no acompanhamento pré-natal e na assistência neonatal imediata.
A taxa de mortalidade infantil mede os óbitos de crianças com menos de 1 ano de vida por 1.000 nascidos vivos. A OMS considera taxas abaixo de 10 como baixas e acima de 30 como altas. É um dos indicadores mais sensíveis das condições de saúde, saneamento básico, nutrição e acesso a cuidados médicos.
Entre 2009 e 2023, Presidente Lucena registrou queda de 52% — de 62,5 para 30,3.
Tendência
Fonte: IBGE
Número de leitos hospitalares do Sistema Único de Saúde por 100 mil habitantes. A OMS recomenda ao menos 300 leitos por 100 mil para um sistema de saúde adequado. Inclui leitos cirúrgicos, clínicos, obstétricos, pediátricos e de UTI da rede pública.
Leitos SUS — Cobertura crítica
Leitos não-SUS (rede privada)
Tendência
Fonte: IEPS / DATASUS
Número de médicos por 1.000 habitantes. O Conselho Federal de Medicina recomenda ao menos 2 médicos por 1.000 habitantes para atendimento adequado. A má distribuição de médicos é um dos principais desafios da saúde pública brasileira.
Médicos
Entre 2010 e 2025, Presidente Lucena registrou crescimento de 27% — de 4,49 para 5,69.
Tendência
Enfermeiros
Fonte: DATASUS / IEPS
Percentual de domicílios com acesso adequado a abastecimento de água tratada e esgotamento sanitário. Diretamente relacionado à saúde pública - municípios com baixa cobertura apresentam maiores taxas de doenças de veiculação hídrica e mortalidade infantil.
Entre 2010 e 2025, Presidente Lucena registrou crescimento de 25% — de 79,9% para 100%.
Tendência
Fonte: IEPS
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