O setor de saúde em Aracaju apresenta uma expansão notável na oferta de profissionais, com a relação de médicos e enfermeiros crescendo de forma consistente ao longo dos anos, atingindo patamares elevados em 2025, com 7,27 médicos e 4,25 enfermeiros por mil habitantes. Esse fortalecimento do capital humano e a manutenção de investimentos municipais robustos, frequentemente aplicando cerca de 19% de receitas próprias em saúde, contrapõem-se, contudo, à persistência de gargalos estruturais, como a estabilidade no número de leitos SUS (em torno de 270 a 304) e a flutuação preocupante da taxa de mortalidade infantil, que se manteve em patamares elevados, registrando 17,37 por mil nascidos vivos em 2023. Essa contradição sugere que, apesar do aumento de recursos e profissionais, a eficiência da atenção primária e do acompanhamento pré-natal ainda carece de otimização para garantir impactos sociais mais profundos e homogêneos.
A taxa de mortalidade infantil mede os óbitos de crianças com menos de 1 ano de vida por 1.000 nascidos vivos. A OMS considera taxas abaixo de 10 como baixas e acima de 30 como altas. É um dos indicadores mais sensíveis das condições de saúde, saneamento básico, nutrição e acesso a cuidados médicos.
Entre 2006 e 2023, Aracaju registrou queda de 13% — de 19,96 para 17,37.
Tendência
Fonte: IBGE
Número de leitos hospitalares do Sistema Único de Saúde por 100 mil habitantes. A OMS recomenda ao menos 300 leitos por 100 mil para um sistema de saúde adequado. Inclui leitos cirúrgicos, clínicos, obstétricos, pediátricos e de UTI da rede pública.
Leitos SUS — Cobertura adequada (OMS: 300+)
Leitos não-SUS (rede privada)
Tendência
Fonte: IEPS / DATASUS
Número de médicos por 1.000 habitantes. O Conselho Federal de Medicina recomenda ao menos 2 médicos por 1.000 habitantes para atendimento adequado. A má distribuição de médicos é um dos principais desafios da saúde pública brasileira.
Médicos
Entre 2010 e 2025, Aracaju registrou crescimento de 100% — de 3,64 para 7,27.
Tendência
Enfermeiros
Fonte: DATASUS / IEPS
Percentual de domicílios com acesso adequado a abastecimento de água tratada e esgotamento sanitário. Diretamente relacionado à saúde pública - municípios com baixa cobertura apresentam maiores taxas de doenças de veiculação hídrica e mortalidade infantil.
Entre 2010 e 2025, Aracaju registrou crescimento de 8% — de 87,82% para 94,63%.
Tendência
Fonte: IEPS
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