Indicadores Municipais
Mortalidade · Leitos · Profissionais · Saneamento
O setor de saúde de Águas de São Pedro apresenta uma aparente contradição que exige uma leitura analítica cuidadosa. Por um lado, a taxa de mortalidade infantil registrada em anos como 2019 (52,63) e 2023 (33,33) parece alarmante para os padrões do estado de São Paulo. Contudo, em uma população de menos de 3.000 habitantes, o número absoluto de nascimentos anuais é extremamente baixo, o que significa que um único óbito fetal ou infantil eleva a taxa estatística de forma desproporcional, tratando-se de uma flutuação estatística e não de um colapso na assistência. Essa tese é sustentada pela excelente infraestrutura de recursos humanos: o município conta com uma densidade excepcional de profissionais, registrando mais de 7,5 médicos e 3 enfermeiros por 1.000 habitantes em 2025, patamar muito superior à média nacional. O investimento municipal em saúde é robusto, com a aplicação de receitas próprias (IEPS) frequentemente acima de 20% (atingindo 25,48% em 2025). A ausência de leitos hospitalares ativos (SUS ou não-SUS) desde 2017 indica uma opção estratégica por um modelo de atenção básica e preventiva de alta qualidade, direcionando casos de alta complexidade para a rede regional de saúde.
A taxa de mortalidade infantil mede os óbitos de crianças com menos de 1 ano de vida por 1.000 nascidos vivos. A OMS considera taxas abaixo de 10 como baixas e acima de 30 como altas. É um dos indicadores mais sensíveis das condições de saúde, saneamento básico, nutrição e acesso a cuidados médicos.
Entre 2006 e 2023, o indicador de Águas de São Pedro se manteve estável: de 32,26 para 33,33.
Tendência
Fonte: IBGE
Número de leitos hospitalares do Sistema Único de Saúde por 100 mil habitantes. A OMS recomenda ao menos 300 leitos por 100 mil para um sistema de saúde adequado. Inclui leitos cirúrgicos, clínicos, obstétricos, pediátricos e de UTI da rede pública.
Leitos SUS — Cobertura crítica
Leitos não-SUS (rede privada)
Tendência
Fonte: IEPS / DATASUS
Número de médicos por 1.000 habitantes. O Conselho Federal de Medicina recomenda ao menos 2 médicos por 1.000 habitantes para atendimento adequado. A má distribuição de médicos é um dos principais desafios da saúde pública brasileira.
Médicos
Entre 2010 e 2025, Águas de São Pedro registrou queda de 11% — de 8,4 para 7,51.
Tendência
Enfermeiros
Fonte: DATASUS / IEPS
Percentual de domicílios com acesso adequado a abastecimento de água tratada e esgotamento sanitário. Diretamente relacionado à saúde pública - municípios com baixa cobertura apresentam maiores taxas de doenças de veiculação hídrica e mortalidade infantil.
Entre 2010 e 2025, o indicador de Águas de São Pedro se manteve estável: de 97,98% para 100%.
Tendência
Fonte: IEPS
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