Indicadores Municipais
Mortalidade · Leitos · Profissionais · Saneamento
O setor de saúde de Artur Nogueira exibe avanços sociais históricos e uma clara reestruturação de sua rede física. A taxa de mortalidade infantil, que já superou 17 óbitos por mil nascidos vivos em anos anteriores, foi drasticamente reduzida para patamares excelentes, atingindo 1,65 em 2023, o que reflete a eficiência da atenção primária e do acompanhamento pré-natal. Esse sucesso é sustentado por um investimento público robusto, com o município destinando historicamente entre 28% e 33% de suas receitas próprias para a saúde, valor muito acima do mínimo constitucional. Estruturalmente, observa-se uma transição radical a partir de 2022: os leitos hospitalares privados (Não-SUS) foram zerados, enquanto os leitos públicos (SUS) foram ativados e estabilizados em cerca de 22 unidades. Essa centralização no sistema público, somada ao aumento expressivo na proporção de médicos por habitante (superando 3,6 por mil em 2025), aponta para o fortalecimento de uma rede de saúde de caráter universal e estatal, embora exija atenção constante quanto à capacidade de absorção da demanda sem o suporte da iniciativa privada hospitalar.
A taxa de mortalidade infantil mede os óbitos de crianças com menos de 1 ano de vida por 1.000 nascidos vivos. A OMS considera taxas abaixo de 10 como baixas e acima de 30 como altas. É um dos indicadores mais sensíveis das condições de saúde, saneamento básico, nutrição e acesso a cuidados médicos.
Entre 2006 e 2023, Artur Nogueira registrou queda de 86% — de 11,51 para 1,65.
Tendência
Fonte: IBGE
Número de leitos hospitalares do Sistema Único de Saúde por 100 mil habitantes. A OMS recomenda ao menos 300 leitos por 100 mil para um sistema de saúde adequado. Inclui leitos cirúrgicos, clínicos, obstétricos, pediátricos e de UTI da rede pública.
Leitos SUS — Cobertura crítica
Leitos não-SUS (rede privada)
Tendência
Fonte: IEPS / DATASUS
Número de médicos por 1.000 habitantes. O Conselho Federal de Medicina recomenda ao menos 2 médicos por 1.000 habitantes para atendimento adequado. A má distribuição de médicos é um dos principais desafios da saúde pública brasileira.
Médicos
Entre 2010 e 2025, Artur Nogueira registrou crescimento de 42% — de 2,55 para 3,61.
Tendência
Enfermeiros
Fonte: DATASUS / IEPS
Percentual de domicílios com acesso adequado a abastecimento de água tratada e esgotamento sanitário. Diretamente relacionado à saúde pública - municípios com baixa cobertura apresentam maiores taxas de doenças de veiculação hídrica e mortalidade infantil.
Entre 2010 e 2025, Artur Nogueira registrou crescimento de 5% — de 90,93% para 95,5%.
Tendência
Fonte: IEPS
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