Campinas se posiciona como um destacado polo de serviços de saúde, sustentado por uma densidade de profissionais médicos em constante ascensão, que passou de 5,26 por mil habitantes em 2010 para 8,57 em 2025, além de um crescimento contínuo no corpo de enfermeiros. A infraestrutura hospitalar é robusta e equilibrada, apresentando uma oferta de leitos não-SUS (168,7 por mil habitantes em 2025) ligeiramente superior à de leitos SUS (143,9 no mesmo ano), o que atende tanto à demanda privada de alta renda quanto à rede pública. O compromisso da gestão municipal com o setor é evidenciado pela aplicação constante de recursos próprios na saúde, frequentemente situando-se entre 24% e 31% do orçamento, o que contribui para manter a mortalidade infantil sob controle (8,65 por mil nascidos vivos em 2023), apesar de oscilações pontuais registradas em anos anteriores.
A taxa de mortalidade infantil mede os óbitos de crianças com menos de 1 ano de vida por 1.000 nascidos vivos. A OMS considera taxas abaixo de 10 como baixas e acima de 30 como altas. É um dos indicadores mais sensíveis das condições de saúde, saneamento básico, nutrição e acesso a cuidados médicos.
Entre 2006 e 2023, Campinas registrou queda de 19% — de 10,65 para 8,65.
Tendência
Fonte: IBGE
Número de leitos hospitalares do Sistema Único de Saúde por 100 mil habitantes. A OMS recomenda ao menos 300 leitos por 100 mil para um sistema de saúde adequado. Inclui leitos cirúrgicos, clínicos, obstétricos, pediátricos e de UTI da rede pública.
Leitos SUS — Cobertura baixa
Leitos não-SUS (rede privada)
Tendência
Fonte: IEPS / DATASUS
Número de médicos por 1.000 habitantes. O Conselho Federal de Medicina recomenda ao menos 2 médicos por 1.000 habitantes para atendimento adequado. A má distribuição de médicos é um dos principais desafios da saúde pública brasileira.
Médicos
Entre 2010 e 2025, Campinas registrou crescimento de 63% — de 5,26 para 8,57.
Tendência
Enfermeiros
Fonte: DATASUS / IEPS
Percentual de domicílios com acesso adequado a abastecimento de água tratada e esgotamento sanitário. Diretamente relacionado à saúde pública - municípios com baixa cobertura apresentam maiores taxas de doenças de veiculação hídrica e mortalidade infantil.
Entre 2010 e 2025, o indicador de Campinas se manteve estável: de 91,85% para 96,21%.
Tendência
Fonte: IEPS
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