O sistema de saúde de Osasco demonstra avanços estruturais importantes, especialmente na atração de profissionais, com a relação de médicos saltando de 3,4 por mil habitantes em 2010 para mais de 5,2 em 2025, acompanhada pelo quase dobro na proporção de enfermeiros. A oferta de leitos hospitalares mantém-se equilibrada entre o SUS e o setor privado, refletindo a dupla demanda de uma população de alta renda e outra dependente do sistema público. Apesar disso, a taxa de mortalidade infantil permanece estagnada em patamares incômodos (13,3 por mil nascidos vivos em 2023), sugerindo que a atenção primária e o acompanhamento pré-natal ainda enfrentam gargalos de eficiência. Essa contradição é acompanhada por uma redução proporcional dos recursos próprios aplicados em saúde (de 35% em 2014 para 22,9% em 2025), o que pode indicar tanto uma otimização orçamentária frente ao crescimento da receita total quanto a necessidade de repactuação de prioridades fiscais.
A taxa de mortalidade infantil mede os óbitos de crianças com menos de 1 ano de vida por 1.000 nascidos vivos. A OMS considera taxas abaixo de 10 como baixas e acima de 30 como altas. É um dos indicadores mais sensíveis das condições de saúde, saneamento básico, nutrição e acesso a cuidados médicos.
Entre 2006 e 2023, o indicador de Osasco se manteve estável: de 13,92 para 13,3.
Tendência
Fonte: IBGE
Número de leitos hospitalares do Sistema Único de Saúde por 100 mil habitantes. A OMS recomenda ao menos 300 leitos por 100 mil para um sistema de saúde adequado. Inclui leitos cirúrgicos, clínicos, obstétricos, pediátricos e de UTI da rede pública.
Leitos SUS — Cobertura baixa
Leitos não-SUS (rede privada)
Tendência
Fonte: IEPS / DATASUS
Número de médicos por 1.000 habitantes. O Conselho Federal de Medicina recomenda ao menos 2 médicos por 1.000 habitantes para atendimento adequado. A má distribuição de médicos é um dos principais desafios da saúde pública brasileira.
Médicos
Entre 2010 e 2025, Osasco registrou crescimento de 52% — de 3,42 para 5,22.
Tendência
Enfermeiros
Fonte: DATASUS / IEPS
Percentual de domicílios com acesso adequado a abastecimento de água tratada e esgotamento sanitário. Diretamente relacionado à saúde pública - municípios com baixa cobertura apresentam maiores taxas de doenças de veiculação hídrica e mortalidade infantil.
Entre 2010 e 2025, o indicador de Osasco se manteve estável: de 90,18% para 94,65%.
Tendência
Fonte: IEPS
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