Indicadores Municipais
Mortalidade · Leitos · Profissionais · Saneamento
O setor de saúde em Santo André destaca-se como um dos pilares de sua qualidade de vida, sustentado por investimentos públicos consistentes e uma infraestrutura robusta. A taxa de mortalidade infantil apresentou uma redução histórica consistente, caindo de 13,34 por mil nascidos vivos em 2006 para patamares de 8,4 em 2023, o que reflete a eficácia das políticas de atenção básica e pré-natal. Esse avanço é suportado por uma densidade excepcional de profissionais de saúde, com o indicador de médicos saltando de 5,36 por mil habitantes em 2010 para expressivos 7,85 em 2025, acompanhado pelo crescimento contínuo de enfermeiros. A rede hospitalar é equilibrada, mantendo uma oferta constante de leitos privados (Não-SUS) e públicos (SUS), estes últimos tendo sido estrategicamente ampliados durante o pico da pandemia em 2020. A sustentabilidade desse ecossistema é garantida pela aplicação sistemática de recursos próprios do município em saúde, que historicamente consome entre 24% e 32% das receitas correntes, demonstrando o compromisso fiscal da gestão pública com o bem-estar social, embora a manutenção desse patamar de gastos exija constante eficiência administrativa diante do envelhecimento populacional.
A taxa de mortalidade infantil mede os óbitos de crianças com menos de 1 ano de vida por 1.000 nascidos vivos. A OMS considera taxas abaixo de 10 como baixas e acima de 30 como altas. É um dos indicadores mais sensíveis das condições de saúde, saneamento básico, nutrição e acesso a cuidados médicos.
Entre 2006 e 2023, Santo André registrou queda de 37% — de 13,34 para 8,4.
Tendência
Fonte: IBGE
Número de leitos hospitalares do Sistema Único de Saúde por 100 mil habitantes. A OMS recomenda ao menos 300 leitos por 100 mil para um sistema de saúde adequado. Inclui leitos cirúrgicos, clínicos, obstétricos, pediátricos e de UTI da rede pública.
Leitos SUS — Cobertura baixa
Leitos não-SUS (rede privada)
Tendência
Fonte: IEPS / DATASUS
Número de médicos por 1.000 habitantes. O Conselho Federal de Medicina recomenda ao menos 2 médicos por 1.000 habitantes para atendimento adequado. A má distribuição de médicos é um dos principais desafios da saúde pública brasileira.
Médicos
Entre 2010 e 2025, Santo André registrou crescimento de 46% — de 5,36 para 7,86.
Tendência
Enfermeiros
Fonte: DATASUS / IEPS
Percentual de domicílios com acesso adequado a abastecimento de água tratada e esgotamento sanitário. Diretamente relacionado à saúde pública - municípios com baixa cobertura apresentam maiores taxas de doenças de veiculação hídrica e mortalidade infantil.
Entre 2010 e 2025, o indicador de Santo André se manteve estável: de 96,4% para 97,68%.
Tendência
Fonte: IEPS
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