Painel das Cidades

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Saúde em São Paulo

Mortalidade · Leitos · Profissionais · Saneamento

Gerado por IA·Revisado por Painel das Cidades· 25/05/2026

A infraestrutura de saúde de São Paulo é robusta e altamente especializada, caracterizada por uma oferta de profissionais de medicina em constante expansão, alcançando a expressiva marca de 6,40 médicos por mil habitantes em 2025, além de um crescimento consistente no corpo de enfermagem. O município demonstra forte compromisso fiscal com o setor, aplicando voluntariamente mais de 23% de suas receitas próprias em saúde pública em 2025. No entanto, a distribuição de leitos revela a dualidade do sistema: os leitos não vinculados ao SUS (privados) cresceram de forma mais acelerada e superaram os leitos públicos (SUS) a partir de 2020, evidenciando um mercado de saúde suplementar extremamente forte que atende às classes de maior poder aquisitivo. Na atenção básica, a taxa de mortalidade infantil apresentou melhoria ao longo das décadas, recuando de 12,91 em 2006 para patamares próximos a 10,99 por mil nascidos vivos em 2023, indicando avanços na saúde materno-infantil, embora o ritmo de queda tenha desacelerado nos últimos anos, sinalizando a necessidade de intervenções periféricas mais estruturadas.

Mortalidade infantil
Fonte
IBGE — Registro Civil

A taxa de mortalidade infantil mede os óbitos de crianças com menos de 1 ano de vida por 1.000 nascidos vivos. A OMS considera taxas abaixo de 10 como baixas e acima de 30 como altas. É um dos indicadores mais sensíveis das condições de saúde, saneamento básico, nutrição e acesso a cuidados médicos.

Entre 2006 e 2023, São Paulo registrou queda de 15% — de 12,91 para 10,99.

MunicípioMédia BR

Tendência

São Paulo apresenta mortalidade infantil 13% abaixo da média nacional — resultado que reflete melhores condições de saneamento, acesso à saúde pré-natal e qualidade de vida para as famílias.

Fonte: IBGE

Leitos hospitalares (por 100.000 hab.)
Fonte
DATASUS / IEPS

Número de leitos hospitalares do Sistema Único de Saúde por 100 mil habitantes. A OMS recomenda ao menos 300 leitos por 100 mil para um sistema de saúde adequado. Inclui leitos cirúrgicos, clínicos, obstétricos, pediátricos e de UTI da rede pública.

Leitos SUS — Cobertura moderada

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Leitos não-SUS (rede privada)

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Tendência

A disponibilidade de leitos hospitalares é um indicador crítico da capacidade do sistema de saúde local. São Paulo conta com 150 leitos SUS por 100.000 habitantes e 163 leitos privados. A OMS recomenda ao menos 300 leitos por 100.000 hab. para um sistema de saúde adequado.

Fonte: IEPS / DATASUS

Profissionais de saúde (por 1.000 hab.)
Fonte
DATASUS / IEPS

Número de médicos por 1.000 habitantes. O Conselho Federal de Medicina recomenda ao menos 2 médicos por 1.000 habitantes para atendimento adequado. A má distribuição de médicos é um dos principais desafios da saúde pública brasileira.

Médicos

Entre 2010 e 2025, São Paulo registrou crescimento de 82% — de 3,51 para 6,41.

MunicípioMédia BR

Tendência

Com 6,41 médicos por 1.000 habitantes, São Paulo atende à recomendação do Conselho Federal de Medicina (CFM) de ao menos 2 médicos/1.000 hab. Esse nível de cobertura favorece o acesso da população ao atendimento médico.

Enfermeiros

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Fonte: DATASUS / IEPS

Saneamento básico
Fonte
IEPS

Percentual de domicílios com acesso adequado a abastecimento de água tratada e esgotamento sanitário. Diretamente relacionado à saúde pública - municípios com baixa cobertura apresentam maiores taxas de doenças de veiculação hídrica e mortalidade infantil.

Entre 2010 e 2025, o indicador de São Paulo se manteve estável: de 93,54% para 96,08%.

MunicípioMédia BR

Tendência

96,08% dos domicílios de São Paulo têm acesso adequado ao saneamento básico — cobertura quase universal que contribui diretamente para a redução de doenças de veiculação hídrica e melhoria da mortalidade infantil.

Fonte: IEPS