Indicadores Municipais
Mortalidade · Leitos · Profissionais · Saneamento
O setor de saúde em Belo Horizonte destaca-se como um dos pilares de sua qualidade de vida, sustentado por investimentos públicos consistentes e uma infraestrutura de alta complexidade. O município destina sistematicamente mais de 20% de suas receitas próprias para a saúde (IEPS), superando o piso constitucional e garantindo a manutenção de um sistema robusto. Essa priorização reflete-se na densidade excepcional de profissionais: o indicador de médicos por mil habitantes cresceu ininterruptamente, atingindo a marca extraordinária de 9,6 em 2025, acompanhado pelo avanço no número de enfermeiros. A capacidade hospitalar é equilibrada e em expansão, com uma oferta sólida de leitos tanto no SUS (estabilizados acima de 250 por 100 mil habitantes) quanto no setor privado (não-SUS, superando 204 em 2025). Esse ecossistema de saúde de excelência tem impacto direto na redução histórica da mortalidade infantil, que caiu de 12,85 por mil nascidos vivos em 2006 para patamares próximos a 9,5 nos anos recentes, embora o ligeiro aumento para 10,37 em 2023 acenda um alerta para a necessidade de vigilância contínua na atenção primária.
A taxa de mortalidade infantil mede os óbitos de crianças com menos de 1 ano de vida por 1.000 nascidos vivos. A OMS considera taxas abaixo de 10 como baixas e acima de 30 como altas. É um dos indicadores mais sensíveis das condições de saúde, saneamento básico, nutrição e acesso a cuidados médicos.
Entre 2006 e 2023, Belo Horizonte registrou queda de 19% — de 12,85 para 10,37.
Tendência
Fonte: IBGE
Número de leitos hospitalares do Sistema Único de Saúde por 100 mil habitantes. A OMS recomenda ao menos 300 leitos por 100 mil para um sistema de saúde adequado. Inclui leitos cirúrgicos, clínicos, obstétricos, pediátricos e de UTI da rede pública.
Leitos SUS — Cobertura moderada
Leitos não-SUS (rede privada)
Tendência
Fonte: IEPS / DATASUS
Número de médicos por 1.000 habitantes. O Conselho Federal de Medicina recomenda ao menos 2 médicos por 1.000 habitantes para atendimento adequado. A má distribuição de médicos é um dos principais desafios da saúde pública brasileira.
Médicos
Entre 2010 e 2025, Belo Horizonte registrou crescimento de 92% — de 5,04 para 9,67.
Tendência
Enfermeiros
Fonte: DATASUS / IEPS
Percentual de domicílios com acesso adequado a abastecimento de água tratada e esgotamento sanitário. Diretamente relacionado à saúde pública - municípios com baixa cobertura apresentam maiores taxas de doenças de veiculação hídrica e mortalidade infantil.
Entre 2010 e 2025, o indicador de Belo Horizonte se manteve estável: de 96,57% para 97,41%.
Tendência
Fonte: IEPS
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