Painel das Cidades

Indicadores Municipais

Economia em Belo Horizonte

PIB per capita · Renda · Desigualdade · Emprego · Empresas · Bolsa Família

Gerado por IA·Revisado por Painel das Cidades· 27/05/2026

A economia belo-horizontina exibe uma trajetória de forte expansão e resiliência, embora marcada por dualidades. O PIB per capita saltou de R$ 24,9 mil em 2010 para mais de R$ 56,2 mil em 2023. Esse avanço é acompanhado por um salto extraordinário no tecido empresarial, que passou de cerca de 128 mil empresas em 2021 para mais de 216 mil em 2023, sinalizando um ambiente de negócios altamente dinâmico e propício ao empreendedorismo. No mercado de trabalho, os dados do CAGED mostram alta rotatividade, com forte recuperação pós-pandemia — período em que o município sofreu severamente, registrando saldos negativos profundos em abril e maio de 2020 — e saldos de contratação geralmente positivos nos anos seguintes. No entanto, o rendimento médio do trabalho formal estabilizou-se em patamares moderados de 3,3 a 3,4 salários mínimos entre 2022 e 2023. A maior contradição reside na coexistência dessa pujança com a expansão do Bolsa Família, que passou a atender mais de 280 mil beneficiários na década de 2020 com valores médios superiores a R$ 600, evidenciando que a riqueza gerada na capital não se distribui de forma homogênea, mantendo uma parcela expressiva da população dependente de redes de proteção social.

PIB per capita
Fonte
IBGE — PIB dos Municípios

O PIB per capita é o Produto Interno Bruto do município dividido pela sua população. Mede a riqueza econômica média gerada localmente por habitante, em reais. É um indicador de prosperidade econômica, embora não reflita a distribuição de renda entre a população.

Entre 2010 e 2023, Belo Horizonte registrou crescimento de 126% — de R$24.923 para R$56.227.

MunicípioMédia BR

Tendência

Belo Horizonte gera 39% mais riqueza por habitante do que a média nacional — reflexo de uma base econômica mais produtiva ou de uma população relativamente menor frente ao volume de atividade econômica local.

Fonte: IBGE

Índice de Gini — desigualdade de renda
Fonte
IBGE — Censo Demográfico

O coeficiente de Gini mede a concentração de renda em uma escala de 0 a 1: 0 representa igualdade total e 1 representa desigualdade máxima. No Brasil, valores acima de 0,50 indicam alta desigualdade. É o principal indicador de distribuição de renda do município.

0.420Alta desigualdade2003
Belo Horizonte
Média BR
0.3
0.4
0.5
0.6
igualitáriodesigual

Média Brasil

0.393

Diferença

+6.9%

Tendência

O Gini de Belo Horizonte (0.420) está próximo da média nacional. Mesmo com renda média alinhada ao padrão brasileiro, a concentração de renda determina se essa riqueza se distribui amplamente ou fica restrita a poucos.

Fonte: IBGE / PNUD

Renda média dos trabalhadores formais
Fonte
IBGE — Cadastro Central de Empresas

O rendimento médio mensal dos trabalhadores formais, expresso em salários mínimos. Reflete o poder de compra da força de trabalho local e serve como indicador da qualidade dos empregos formais disponíveis no município. Calculado a partir dos dados do Censo e RAIS/IBGE.

Entre 2022 e 2023, o indicador de Belo Horizonte se manteve estável: de 3,4 para 3,3.

MunicípioMédia BR

Tendência

Os trabalhadores formais de Belo Horizonte ganham em média 3,3 salários mínimos — 64% acima da média nacional — o que tende a impulsionar o consumo local e a qualidade de vida.

Fonte: IBGE

Mercado de trabalho formal (CAGED)
Fonte
MTE — Novo CAGED

Número de novas admissões no mercado de trabalho formal registradas mensalmente no CAGED (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados). Junto com as demissões, indica a dinâmica do mercado de trabalho local e os movimentos de geração de emprego.

AdmissõesDesligamentosMédia BR (Adm.)Média BR (Des.)

Tendência

No período mais recente, Belo Horizonte registrou 6.388 admissões a mais do que desligamentos no emprego formal — sinal positivo de geração líquida de empregos.

Fonte: Ministério do Trabalho / CAGED

Total de empresas ativas
Fonte
IBGE — Cadastro Central de Empresas

Número total de empresas com registro ativo no município segundo o IBGE/CEMPRE. Indica o nível de atividade econômica formal e a capacidade local de geração de empregos. Municípios com mais empresas tendem a ter maior diversificação econômica.

Entre 2008 e 2023, Belo Horizonte registrou crescimento de 128% — de 94.978 para 216.907.

MunicípioMédia BR

Tendência

Belo Horizonte conta com 216.907 empresas ativas, refletindo o nível de formalização econômica e a capacidade local de geração de emprego e renda. Municípios com maior número de empresas tendem a ter economia mais diversificada e resiliente.

Fonte: IBGE / CEMPRE

Bolsa Família - assistência social
Fonte
MDS — Sistema SAGI

Total de pessoas beneficiárias do Programa Bolsa Família, o principal programa de transferência de renda do Brasil. Indica o nível de vulnerabilidade socioeconômica local. Municípios com alta proporção de beneficiários em relação à população têm maior dependência de políticas sociais.

Pessoas beneficiárias

MunicípioMédia BR

Valor total transferido

MunicípioMédia BR

Tendência

O governo federal transferiu R$81.9 mi para as 297.401 pessoas beneficiárias do Bolsa Família em Belo Horizonte. Esses recursos entram diretamente na economia local, sustentando o consumo das famílias de menor renda.

Fonte: Governo Federal