Indicadores Municipais
PIB per capita · Renda · Desigualdade · Emprego · Empresas · Bolsa Família
A economia belo-horizontina exibe uma trajetória de forte expansão e resiliência, embora marcada por dualidades. O PIB per capita saltou de R$ 24,9 mil em 2010 para mais de R$ 56,2 mil em 2023. Esse avanço é acompanhado por um salto extraordinário no tecido empresarial, que passou de cerca de 128 mil empresas em 2021 para mais de 216 mil em 2023, sinalizando um ambiente de negócios altamente dinâmico e propício ao empreendedorismo. No mercado de trabalho, os dados do CAGED mostram alta rotatividade, com forte recuperação pós-pandemia — período em que o município sofreu severamente, registrando saldos negativos profundos em abril e maio de 2020 — e saldos de contratação geralmente positivos nos anos seguintes. No entanto, o rendimento médio do trabalho formal estabilizou-se em patamares moderados de 3,3 a 3,4 salários mínimos entre 2022 e 2023. A maior contradição reside na coexistência dessa pujança com a expansão do Bolsa Família, que passou a atender mais de 280 mil beneficiários na década de 2020 com valores médios superiores a R$ 600, evidenciando que a riqueza gerada na capital não se distribui de forma homogênea, mantendo uma parcela expressiva da população dependente de redes de proteção social.
O PIB per capita é o Produto Interno Bruto do município dividido pela sua população. Mede a riqueza econômica média gerada localmente por habitante, em reais. É um indicador de prosperidade econômica, embora não reflita a distribuição de renda entre a população.
Entre 2010 e 2023, Belo Horizonte registrou crescimento de 126% — de R$24.923 para R$56.227.
Tendência
Fonte: IBGE
O coeficiente de Gini mede a concentração de renda em uma escala de 0 a 1: 0 representa igualdade total e 1 representa desigualdade máxima. No Brasil, valores acima de 0,50 indicam alta desigualdade. É o principal indicador de distribuição de renda do município.
Média Brasil
0.393
Diferença
+6.9%
Tendência
Fonte: IBGE / PNUD
O rendimento médio mensal dos trabalhadores formais, expresso em salários mínimos. Reflete o poder de compra da força de trabalho local e serve como indicador da qualidade dos empregos formais disponíveis no município. Calculado a partir dos dados do Censo e RAIS/IBGE.
Entre 2022 e 2023, o indicador de Belo Horizonte se manteve estável: de 3,4 para 3,3.
Tendência
Fonte: IBGE
Número de novas admissões no mercado de trabalho formal registradas mensalmente no CAGED (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados). Junto com as demissões, indica a dinâmica do mercado de trabalho local e os movimentos de geração de emprego.
Tendência
Número total de empresas com registro ativo no município segundo o IBGE/CEMPRE. Indica o nível de atividade econômica formal e a capacidade local de geração de empregos. Municípios com mais empresas tendem a ter maior diversificação econômica.
Entre 2008 e 2023, Belo Horizonte registrou crescimento de 128% — de 94.978 para 216.907.
Tendência
Fonte: IBGE / CEMPRE
Total de pessoas beneficiárias do Programa Bolsa Família, o principal programa de transferência de renda do Brasil. Indica o nível de vulnerabilidade socioeconômica local. Municípios com alta proporção de beneficiários em relação à população têm maior dependência de políticas sociais.
Pessoas beneficiárias
Valor total transferido
Tendência
Fonte: Governo Federal
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