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Economia em Recife

PIB per capita · Renda · Desigualdade · Emprego · Empresas · Bolsa Família

Gerado por IA·Revisado por Painel das Cidades· 26/05/2026

O cenário econômico de Recife demonstra resiliência e expansão da atividade empresarial, embora com sinais de dualidade estrutural. O PIB per capita apresentou uma trajetória de crescimento consistente, saltando de R$ 21.711,85 em 2010 para R$ 44.563,38 em 2023, com retrações pontuais que refletem crises nacionais, como em 2015 e no ano pandêmico de 2020. Esse dinamismo é acompanhado por um salto impressionante no número de empresas ativas, que passou de 41.220 em 2011 para mais de 90.789 em 2023, sinalizando um forte processo de formalização e empreendedorismo. No entanto, essa pujança contrasta com a evolução do rendimento médio mensal, que recuou de 3,2 salários mínimos em 2022 para 3,0 em 2023, sugerindo que a geração de empregos tem se concentrado em postos de menor remuneração. Essa hipótese é reforçada pela análise do mercado de trabalho formal (CAGED), que mostra recuperação vigorosa nas admissões a partir de 2021, mas com alta rotatividade. Além disso, a vulnerabilidade social permanece crítica: o Bolsa Família atende de forma recorrente mais de 330 mil beneficiários (dados de 2025/2026), com transferências mensais que superam R$ 90 milhões, evidenciando que uma parcela expressiva da população ainda depende diretamente de redes de proteção social para garantir a subsistência básica.

PIB per capita
Fonte
IBGE — PIB dos Municípios

O PIB per capita é o Produto Interno Bruto do município dividido pela sua população. Mede a riqueza econômica média gerada localmente por habitante, em reais. É um indicador de prosperidade econômica, embora não reflita a distribuição de renda entre a população.

Entre 2010 e 2023, Recife registrou crescimento de 105% — de R$21.712 para R$44.563.

MunicípioMédia BR

Tendência

Recife gera 10% mais riqueza por habitante do que a média nacional — reflexo de uma base econômica mais produtiva ou de uma população relativamente menor frente ao volume de atividade econômica local.

Fonte: IBGE

Índice de Gini — desigualdade de renda
Fonte
IBGE — Censo Demográfico

O coeficiente de Gini mede a concentração de renda em uma escala de 0 a 1: 0 representa igualdade total e 1 representa desigualdade máxima. No Brasil, valores acima de 0,50 indicam alta desigualdade. É o principal indicador de distribuição de renda do município.

0.490Alta desigualdade2003
Recife
Média BR
0.3
0.4
0.5
0.6
igualitáriodesigual

Média Brasil

0.393

Diferença

+24.7%

Tendência

O Gini 0.490 de Recife está 25% acima da média nacional, indicando que a riqueza gerada na cidade está concentrada em parcela reduzida da população.

Fonte: IBGE / PNUD

Renda média dos trabalhadores formais
Fonte
IBGE — Cadastro Central de Empresas

O rendimento médio mensal dos trabalhadores formais, expresso em salários mínimos. Reflete o poder de compra da força de trabalho local e serve como indicador da qualidade dos empregos formais disponíveis no município. Calculado a partir dos dados do Censo e RAIS/IBGE.

Entre 2022 e 2023, Recife registrou queda de 6% — de 3,2 para 3.

MunicípioMédia BR

Tendência

Os trabalhadores formais de Recife ganham em média 3 salários mínimos — 49% acima da média nacional — o que tende a impulsionar o consumo local e a qualidade de vida.

Fonte: IBGE

Mercado de trabalho formal (CAGED)
Fonte
MTE — Novo CAGED

Número de novas admissões no mercado de trabalho formal registradas mensalmente no CAGED (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados). Junto com as demissões, indica a dinâmica do mercado de trabalho local e os movimentos de geração de emprego.

AdmissõesDesligamentosMédia BR (Adm.)Média BR (Des.)

Tendência

No período mais recente, Recife registrou 3.633 admissões a mais do que desligamentos no emprego formal — sinal positivo de geração líquida de empregos.

Fonte: Ministério do Trabalho / CAGED

Total de empresas ativas
Fonte
IBGE — Cadastro Central de Empresas

Número total de empresas com registro ativo no município segundo o IBGE/CEMPRE. Indica o nível de atividade econômica formal e a capacidade local de geração de empregos. Municípios com mais empresas tendem a ter maior diversificação econômica.

Entre 2008 e 2023, Recife registrou crescimento de 142% — de 37.482 para 90.789.

MunicípioMédia BR

Tendência

Recife conta com 90.789 empresas ativas, refletindo o nível de formalização econômica e a capacidade local de geração de emprego e renda. Municípios com maior número de empresas tendem a ter economia mais diversificada e resiliente.

Fonte: IBGE / CEMPRE

Bolsa Família - assistência social
Fonte
MDS — Sistema SAGI

Total de pessoas beneficiárias do Programa Bolsa Família, o principal programa de transferência de renda do Brasil. Indica o nível de vulnerabilidade socioeconômica local. Municípios com alta proporção de beneficiários em relação à população têm maior dependência de políticas sociais.

Pessoas beneficiárias

MunicípioMédia BR

Valor total transferido

MunicípioMédia BR

Tendência

O governo federal transferiu R$91.9 mi para as 334.399 pessoas beneficiárias do Bolsa Família em Recife. Esses recursos entram diretamente na economia local, sustentando o consumo das famílias de menor renda.

Fonte: Governo Federal