Indicadores Municipais
Mortalidade · Leitos · Profissionais · Saneamento
Recife consolida sua posição como um dos principais polos de saúde do Nordeste, evidenciado pelo crescimento contínuo de sua infraestrutura médica. A densidade de médicos por mil habitantes cresceu de forma ininterrupta, passando de 4,48 em 2010 para 7,75 em 2025, patamar muito superior à média nacional. O contingente de enfermeiros seguiu tendência semelhante, saltando de 1,45 para 4,69 no mesmo período. Esse fortalecimento profissional é acompanhado pela expansão física do setor: os leitos SUS cresceram de 355,14 em 2010 para 440,13 em 2025, enquanto os leitos não-SUS (privados) subiram de 151,86 para 264,86, demonstrando a força do mercado de saúde suplementar na cidade. O município mantém um compromisso fiscal robusto com a área, aplicando rotineiramente cerca de 20% de suas receitas próprias em saúde, bem acima do limite constitucional. Contudo, o grande paradoxo reside na taxa de mortalidade infantil: embora tenha caído de 14,44 em 2006 para a casa de 10 por mil nascidos vivos em 2021 e 2022, o indicador voltou a subir para 12,32 em 2023. Esse repique acende um alerta para a necessidade de qualificação da atenção básica e do pré-natal, mostrando que a abundância de recursos e especialistas de alta complexidade ainda não se traduz plenamente em segurança para a primeira infância nas periferias.
A taxa de mortalidade infantil mede os óbitos de crianças com menos de 1 ano de vida por 1.000 nascidos vivos. A OMS considera taxas abaixo de 10 como baixas e acima de 30 como altas. É um dos indicadores mais sensíveis das condições de saúde, saneamento básico, nutrição e acesso a cuidados médicos.
Entre 2006 e 2023, Recife registrou queda de 15% — de 14,44 para 12,32.
Tendência
Fonte: IBGE
Número de leitos hospitalares do Sistema Único de Saúde por 100 mil habitantes. A OMS recomenda ao menos 300 leitos por 100 mil para um sistema de saúde adequado. Inclui leitos cirúrgicos, clínicos, obstétricos, pediátricos e de UTI da rede pública.
Leitos SUS — Cobertura adequada (OMS: 300+)
Leitos não-SUS (rede privada)
Tendência
Fonte: IEPS / DATASUS
Número de médicos por 1.000 habitantes. O Conselho Federal de Medicina recomenda ao menos 2 médicos por 1.000 habitantes para atendimento adequado. A má distribuição de médicos é um dos principais desafios da saúde pública brasileira.
Médicos
Entre 2010 e 2025, Recife registrou crescimento de 73% — de 4,49 para 7,75.
Tendência
Enfermeiros
Fonte: DATASUS / IEPS
Percentual de domicílios com acesso adequado a abastecimento de água tratada e esgotamento sanitário. Diretamente relacionado à saúde pública - municípios com baixa cobertura apresentam maiores taxas de doenças de veiculação hídrica e mortalidade infantil.
Entre 2010 e 2025, Recife registrou crescimento de 10% — de 70,58% para 77,83%.
Tendência
Fonte: IEPS
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