O sistema de saúde de Curitiba destaca-se pela robustez de sua infraestrutura profissional e pelo compromisso fiscal do município, que destina de forma consistente mais de 20% de suas receitas próprias para a área. A densidade de profissionais de saúde é excepcionalmente alta e crescente, com a taxa de médicos saltando de 3,70 por mil habitantes em 2010 para mais de 7,14 em 2025, acompanhada pelo incremento na taxa de enfermeiros (de 0,88 para 2,88 no mesmo período). Essa forte cobertura reflete-se na redução histórica da mortalidade infantil, que declinou de 10,47 em 2006 para patamares consolidados abaixo de 8 óbitos por mil nascidos vivos na década de 2020, a despeito de leves oscilações pós-pandemia. A oferta de leitos hospitalares mantém-se equilibrada entre o SUS e o setor privado (Não-SUS), garantindo dupla retaguarda assistencial, embora o desafio permanente resida em otimizar a distribuição geográfica desses recursos para assegurar que a alta disponibilidade de profissionais resulte em tempos de espera reduzidos nas periferias da cidade.
A taxa de mortalidade infantil mede os óbitos de crianças com menos de 1 ano de vida por 1.000 nascidos vivos. A OMS considera taxas abaixo de 10 como baixas e acima de 30 como altas. É um dos indicadores mais sensíveis das condições de saúde, saneamento básico, nutrição e acesso a cuidados médicos.
Entre 2006 e 2023, Curitiba registrou queda de 25% — de 10,47 para 7,9.
Tendência
Fonte: IBGE
Número de leitos hospitalares do Sistema Único de Saúde por 100 mil habitantes. A OMS recomenda ao menos 300 leitos por 100 mil para um sistema de saúde adequado. Inclui leitos cirúrgicos, clínicos, obstétricos, pediátricos e de UTI da rede pública.
Leitos SUS — Cobertura moderada
Leitos não-SUS (rede privada)
Tendência
Fonte: IEPS / DATASUS
Número de médicos por 1.000 habitantes. O Conselho Federal de Medicina recomenda ao menos 2 médicos por 1.000 habitantes para atendimento adequado. A má distribuição de médicos é um dos principais desafios da saúde pública brasileira.
Médicos
Entre 2010 e 2025, Curitiba registrou crescimento de 93% — de 3,7 para 7,14.
Tendência
Enfermeiros
Fonte: DATASUS / IEPS
Percentual de domicílios com acesso adequado a abastecimento de água tratada e esgotamento sanitário. Diretamente relacionado à saúde pública - municípios com baixa cobertura apresentam maiores taxas de doenças de veiculação hídrica e mortalidade infantil.
Entre 2010 e 2025, o indicador de Curitiba se manteve estável: de 96,8% para 98,77%.
Tendência
Fonte: IEPS
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