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Saúde em Curitiba

Mortalidade · Leitos · Profissionais · Saneamento

Gerado por IA·Revisado por Painel das Cidades· 26/05/2026

O sistema de saúde de Curitiba destaca-se pela robustez de sua infraestrutura profissional e pelo compromisso fiscal do município, que destina de forma consistente mais de 20% de suas receitas próprias para a área. A densidade de profissionais de saúde é excepcionalmente alta e crescente, com a taxa de médicos saltando de 3,70 por mil habitantes em 2010 para mais de 7,14 em 2025, acompanhada pelo incremento na taxa de enfermeiros (de 0,88 para 2,88 no mesmo período). Essa forte cobertura reflete-se na redução histórica da mortalidade infantil, que declinou de 10,47 em 2006 para patamares consolidados abaixo de 8 óbitos por mil nascidos vivos na década de 2020, a despeito de leves oscilações pós-pandemia. A oferta de leitos hospitalares mantém-se equilibrada entre o SUS e o setor privado (Não-SUS), garantindo dupla retaguarda assistencial, embora o desafio permanente resida em otimizar a distribuição geográfica desses recursos para assegurar que a alta disponibilidade de profissionais resulte em tempos de espera reduzidos nas periferias da cidade.

Mortalidade infantil
Fonte
IBGE — Registro Civil

A taxa de mortalidade infantil mede os óbitos de crianças com menos de 1 ano de vida por 1.000 nascidos vivos. A OMS considera taxas abaixo de 10 como baixas e acima de 30 como altas. É um dos indicadores mais sensíveis das condições de saúde, saneamento básico, nutrição e acesso a cuidados médicos.

Entre 2006 e 2023, Curitiba registrou queda de 25% — de 10,47 para 7,9.

MunicípioMédia BR

Tendência

Curitiba apresenta mortalidade infantil 38% abaixo da média nacional — resultado que reflete melhores condições de saneamento, acesso à saúde pré-natal e qualidade de vida para as famílias.

Fonte: IBGE

Leitos hospitalares (por 100.000 hab.)
Fonte
DATASUS / IEPS

Número de leitos hospitalares do Sistema Único de Saúde por 100 mil habitantes. A OMS recomenda ao menos 300 leitos por 100 mil para um sistema de saúde adequado. Inclui leitos cirúrgicos, clínicos, obstétricos, pediátricos e de UTI da rede pública.

Leitos SUS — Cobertura moderada

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Leitos não-SUS (rede privada)

MunicípioMédia BR

Tendência

A disponibilidade de leitos hospitalares é um indicador crítico da capacidade do sistema de saúde local. Curitiba conta com 168 leitos SUS por 100.000 habitantes e 155 leitos privados. A OMS recomenda ao menos 300 leitos por 100.000 hab. para um sistema de saúde adequado.

Fonte: IEPS / DATASUS

Profissionais de saúde (por 1.000 hab.)
Fonte
DATASUS / IEPS

Número de médicos por 1.000 habitantes. O Conselho Federal de Medicina recomenda ao menos 2 médicos por 1.000 habitantes para atendimento adequado. A má distribuição de médicos é um dos principais desafios da saúde pública brasileira.

Médicos

Entre 2010 e 2025, Curitiba registrou crescimento de 93% — de 3,7 para 7,14.

MunicípioMédia BR

Tendência

Com 7,14 médicos por 1.000 habitantes, Curitiba atende à recomendação do Conselho Federal de Medicina (CFM) de ao menos 2 médicos/1.000 hab. Esse nível de cobertura favorece o acesso da população ao atendimento médico.

Enfermeiros

MunicípioMédia BR

Fonte: DATASUS / IEPS

Saneamento básico
Fonte
IEPS

Percentual de domicílios com acesso adequado a abastecimento de água tratada e esgotamento sanitário. Diretamente relacionado à saúde pública - municípios com baixa cobertura apresentam maiores taxas de doenças de veiculação hídrica e mortalidade infantil.

Entre 2010 e 2025, o indicador de Curitiba se manteve estável: de 96,8% para 98,77%.

MunicípioMédia BR

Tendência

98,77% dos domicílios de Curitiba têm acesso adequado ao saneamento básico — cobertura quase universal que contribui diretamente para a redução de doenças de veiculação hídrica e melhoria da mortalidade infantil.

Fonte: IEPS