Painel das Cidades

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Saúde em São Gonçalo

Mortalidade · Leitos · Profissionais · Saneamento

Gerado por IA·Revisado por Painel das Cidades· 27/05/2026

O setor de saúde em São Gonçalo reflete avanços graduais na oferta de profissionais, mas enfrenta gargalos na infraestrutura física e na consolidação de indicadores básicos. O número de médicos e enfermeiros por habitante apresentou tendência de alta ao longo dos anos, alcançando patamares de 2,19 médicos e 1,42 enfermeiros em 2025, o que demonstra um fortalecimento da atenção básica. Contudo, a taxa de mortalidade infantil permanece instável, flutuando de 10,65 em 2021 para 13,16 em 2023, evidenciando dificuldades em perenizar as melhorias no atendimento materno-infantil. Essa fragilidade é agravada pela redução histórica na oferta de leitos hospitalares vinculados ao SUS, que caíram de 128,6 em 2010 para cerca de 78,4 em 2025, enquanto os leitos não-SUS também registraram forte retração. O investimento municipal em saúde, medido pelo IEPS (receita própria aplicada em saúde), mantém-se estável na faixa de 18% a 19%, indicando que o desafio reside não necessariamente na falta de vinculação orçamentária mínima, mas na eficiência da gestão de recursos diante de uma rede física hospitalar encolhida.

Mortalidade infantil
Fonte
IBGE — Registro Civil

A taxa de mortalidade infantil mede os óbitos de crianças com menos de 1 ano de vida por 1.000 nascidos vivos. A OMS considera taxas abaixo de 10 como baixas e acima de 30 como altas. É um dos indicadores mais sensíveis das condições de saúde, saneamento básico, nutrição e acesso a cuidados médicos.

Entre 2006 e 2023, São Gonçalo registrou queda de 7% — de 14,09 para 13,16.

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Tendência

A mortalidade infantil em São Gonçalo está alinhada à média nacional. O gráfico mostra a evolução desse indicador ao longo dos anos, que tende a cair com melhorias no saneamento e na atenção básica.

Fonte: IBGE

Leitos hospitalares (por 100.000 hab.)
Fonte
DATASUS / IEPS

Número de leitos hospitalares do Sistema Único de Saúde por 100 mil habitantes. A OMS recomenda ao menos 300 leitos por 100 mil para um sistema de saúde adequado. Inclui leitos cirúrgicos, clínicos, obstétricos, pediátricos e de UTI da rede pública.

Leitos SUS — Cobertura baixa

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Leitos não-SUS (rede privada)

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Tendência

A disponibilidade de leitos hospitalares é um indicador crítico da capacidade do sistema de saúde local. São Gonçalo conta com 78 leitos SUS por 100.000 habitantes e 34 leitos privados. A OMS recomenda ao menos 300 leitos por 100.000 hab. para um sistema de saúde adequado.

Fonte: IEPS / DATASUS

Profissionais de saúde (por 1.000 hab.)
Fonte
DATASUS / IEPS

Número de médicos por 1.000 habitantes. O Conselho Federal de Medicina recomenda ao menos 2 médicos por 1.000 habitantes para atendimento adequado. A má distribuição de médicos é um dos principais desafios da saúde pública brasileira.

Médicos

Entre 2010 e 2025, São Gonçalo registrou crescimento de 35% — de 1,63 para 2,2.

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Tendência

Com 2,2 médicos por 1.000 habitantes, São Gonçalo atende à recomendação do Conselho Federal de Medicina (CFM) de ao menos 2 médicos/1.000 hab. Esse nível de cobertura favorece o acesso da população ao atendimento médico.

Enfermeiros

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Fonte: DATASUS / IEPS

Saneamento básico
Fonte
IEPS

Percentual de domicílios com acesso adequado a abastecimento de água tratada e esgotamento sanitário. Diretamente relacionado à saúde pública - municípios com baixa cobertura apresentam maiores taxas de doenças de veiculação hídrica e mortalidade infantil.

Entre 2010 e 2025, São Gonçalo registrou crescimento de 7% — de 82,01% para 87,44%.

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Tendência

87,44% dos domicílios de São Gonçalo têm acesso adequado ao saneamento básico. O gráfico mostra a evolução dessa cobertura — melhorias nesse índice têm impacto direto na saúde pública.

Fonte: IEPS