Indicadores Municipais
Mortalidade · Leitos · Profissionais · Saneamento
O setor de saúde em São Gonçalo reflete avanços graduais na oferta de profissionais, mas enfrenta gargalos na infraestrutura física e na consolidação de indicadores básicos. O número de médicos e enfermeiros por habitante apresentou tendência de alta ao longo dos anos, alcançando patamares de 2,19 médicos e 1,42 enfermeiros em 2025, o que demonstra um fortalecimento da atenção básica. Contudo, a taxa de mortalidade infantil permanece instável, flutuando de 10,65 em 2021 para 13,16 em 2023, evidenciando dificuldades em perenizar as melhorias no atendimento materno-infantil. Essa fragilidade é agravada pela redução histórica na oferta de leitos hospitalares vinculados ao SUS, que caíram de 128,6 em 2010 para cerca de 78,4 em 2025, enquanto os leitos não-SUS também registraram forte retração. O investimento municipal em saúde, medido pelo IEPS (receita própria aplicada em saúde), mantém-se estável na faixa de 18% a 19%, indicando que o desafio reside não necessariamente na falta de vinculação orçamentária mínima, mas na eficiência da gestão de recursos diante de uma rede física hospitalar encolhida.
A taxa de mortalidade infantil mede os óbitos de crianças com menos de 1 ano de vida por 1.000 nascidos vivos. A OMS considera taxas abaixo de 10 como baixas e acima de 30 como altas. É um dos indicadores mais sensíveis das condições de saúde, saneamento básico, nutrição e acesso a cuidados médicos.
Entre 2006 e 2023, São Gonçalo registrou queda de 7% — de 14,09 para 13,16.
Tendência
Fonte: IBGE
Número de leitos hospitalares do Sistema Único de Saúde por 100 mil habitantes. A OMS recomenda ao menos 300 leitos por 100 mil para um sistema de saúde adequado. Inclui leitos cirúrgicos, clínicos, obstétricos, pediátricos e de UTI da rede pública.
Leitos SUS — Cobertura baixa
Leitos não-SUS (rede privada)
Tendência
Fonte: IEPS / DATASUS
Número de médicos por 1.000 habitantes. O Conselho Federal de Medicina recomenda ao menos 2 médicos por 1.000 habitantes para atendimento adequado. A má distribuição de médicos é um dos principais desafios da saúde pública brasileira.
Médicos
Entre 2010 e 2025, São Gonçalo registrou crescimento de 35% — de 1,63 para 2,2.
Tendência
Enfermeiros
Fonte: DATASUS / IEPS
Percentual de domicílios com acesso adequado a abastecimento de água tratada e esgotamento sanitário. Diretamente relacionado à saúde pública - municípios com baixa cobertura apresentam maiores taxas de doenças de veiculação hídrica e mortalidade infantil.
Entre 2010 e 2025, São Gonçalo registrou crescimento de 7% — de 82,01% para 87,44%.
Tendência
Fonte: IEPS
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