Duas leituras de 0 a 100 que comparam Arameà média dos municípios brasileiros — mas, em vez de só mostrar números, abaixo interpretamos o que eles significam: onde a cidade se destaca, onde fica para trás e o que as séries históricas vêm revelando. Nota 50 equivale a “exatamente na média nacional”.
🏘️37
Viver
Limitado
Qualidade de vida: saúde, segurança, educação, saneamento e habitação.
A nota 37 para viver reflete fragilidades em infraestrutura e habitação. O melhor indicador é mortes no trânsito (15,3 por 100 mil hab. ante 20,6 por 100 mil hab. na média nacional). O que mais derruba a nota é saneamento (1,3% ante 55% na média).
Pontos fortes
Mortes no trânsito15,3 por 100 mil hab. · média 20,6 por 100 mil hab.
Pontos de atenção
Saneamento1,3% · média 55%▼13,4% (2017) → 1,3% (2025)
MCMV0,04 unidades/mil hab. · média 2,93 unidades/mil hab.
Homicídios49,8 por 100 mil hab. · média 30,2 por 100 mil hab.
Prof. de saúde2,38 profissionais/mil hab. · média 4,48 profissionais/mil hab.
O que as séries históricas mostram
Tendência
O IDEB dos anos iniciais subiu de 2,9 em 2007 para 4,9 em 2023. O município acompanha o movimento nacional (4,0 → 5,8).
A mortalidade infantil caiu de 18 por mil nascidos em 2015 para 13,1 por mil nascidos em 2023. No mesmo período, a média nacional ficou praticamente estável (12,7 por mil nascidos → 12,7 por mil nascidos).
Mortalidade infantil: 18 por mil nascidos (2015) → 13,1 por mil nascidos (2023)
Média nacional no período: 12,7 por mil nascidos → 12,7 por mil nascidos
Nota composta por 10 de 10 indicadores · dados atualizados até 2025
📈23
Investir
Limitado
Força econômica: produção, renda, mercado de trabalho e vulnerabilidade social.
A nota 23 para investir reflete fragilidades em vulnerabilidade social e crescimento, ainda que mercado de trabalho puxe o resultado para cima. O melhor indicador é admissões/desligamentos (9,75 adm./deslig. ante 1,07 adm./deslig. na média nacional). O que mais derruba a nota é saldo de empregos (0,04 vagas/mil hab. ante 1,18 vagas/mil hab. na média). No ranking nacional desta dimensão, Arame está entre os 5% piores do Brasil (5.534ª de 5.570).
Pontos fortes
Admissões/desligamentos9,75 adm./deslig. · média 1,07 adm./deslig.▲mais admissões do que desligamentos no período
Pontos de atenção
Saldo de empregos0,04 vagas/mil hab. · média 1,18 vagas/mil hab.
Bolsa Família641,04 benef./mil hab. · média 230,54 benef./mil hab.
Crescimento populacional-1,8% ao ano · média +0,7% ao ano▼31.944 (2014) → 26.089 (2025)
Renda formal0,5 SM · média 2,01 SM
O que as séries históricas mostram
Ponto de atenção
Arame aparece entre os 1% piores do Brasil em renda formal (posição 3 de 3.101).
Ranking nacional: posição 3 de 3.101
Valor mais recente: 0,5 salários mínimos (2023) · média nacional: 2,01 salários mínimos
O PIB per capita subiu de R$ 5.624 em 2015 para R$ 12.565 em 2023. A média nacional se moveu na mesma direção (R$ 19.635 → R$ 40.342), em ritmo mais intenso que o local.
PIB per capita: R$ 5.624 (2015) → R$ 12.565 (2023)
O número de empresas ativas subiu de 149 em 2015 para 384 em 2023. A média nacional se moveu na mesma direção (962 → 2.004), em ritmo mais intenso que o local.
Calculamos a semelhança entre municípios por similaridade de cosseno sobre cada dimensão. Abaixo, as cidades mais próximas de Arame em três critérios — porte, renda e IDH — e por que são parecidas.
Renda parecida
Trabalhadores formais ganham, em média, o mesmo que em Arame.
Gerado por IA·Revisado por Painel das Cidades· 28/05/2026
Arame (MA) apresenta o retrato de um município de pequeno porte do interior maranhense que enfrenta profundos desafios estruturais, caracterizado por uma severa vulnerabilidade social e uma forte dependência de transferência de renda federal. O recente ajuste populacional revelado pelos dados censitários aponta para uma redução drástica no número de habitantes, o que redefine a escala de suas demandas públicas. Embora haja sinais de dinamismo econômico recente, como o aumento no número de empresas registradas e picos sazonais de contratação formal, a realidade local é marcada por uma quase total ausência de saneamento básico, volatilidade nos indicadores de mortalidade infantil e um aumento preocupante nos índices de violência letal. O cenário exige uma atuação urgente do poder público voltada à infraestrutura básica e à consolidação de uma rede de proteção social e de saúde mais estável.