A evolução da segurança pública em Palmas revela o lado mais crítico do seu rápido processo de urbanização. Fundada em 1989 com registro zero de homicídios, a capital viu a violência escalar à medida que a população crescia e as desigualdades se acentuavam. O número absoluto de homicídios subiu de patamares baixos na década de 1990 para um pico de 119 ocorrências em 2023. Considerando a população daquele ano, isso representa uma taxa de homicídios preocupante, que coloca a segurança pública como um dos principais desafios para a qualidade de vida e para a atração de novos moradores de alta renda. Embora tenha havido uma redução temporária em 2021 (77 casos), a tendência geral de alta nas últimas décadas aponta para a necessidade urgente de políticas integradas de segurança, prevenção social e policiamento comunitário para conter a consolidação de dinâmicas criminosas na capital.
A taxa de homicídios mede o número de homicídios por 100 mil habitantes ao ano. A OMS classifica taxas acima de 10 como epidemia de violência e acima de 30 como muito alta. É o principal indicador de segurança pública e qualidade de vida urbana, calculado a partir dos dados do Atlas da Violência / IPEA.
Entre 2014 e 2023, Palmas registrou crescimento de 20% — de 31,65 para 37,98.
Tendência
Fonte: IPEA / Atlas da Violência
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