Duas leituras de 0 a 100 que comparam Belémà média dos municípios brasileiros — mas, em vez de só mostrar números, abaixo interpretamos o que eles significam: onde a cidade se destaca, onde fica para trás e o que as séries históricas vêm revelando. Nota 50 equivale a “exatamente na média nacional”.
🏘️63
Viver
Bom
Qualidade de vida: saúde, segurança, educação, saneamento e habitação.
Com nota 63 para viver, Belém se destaca em saúde e segurança, mas habitação pesa contra. O melhor indicador é leitos (391 leitos/100 mil hab. ante 156,8 leitos/100 mil hab. na média nacional). O que mais derruba a nota é MCMV (0,21 unidades/mil hab. ante 2,93 unidades/mil hab. na média).
Pontos fortes
Leitos391 leitos/100 mil hab. · média 156,8 leitos/100 mil hab.
Violência letal1,6 por 100 mil hab. · média 13,6 por 100 mil hab.
Mortes no trânsito7,8 por 100 mil hab. · média 20,6 por 100 mil hab.
Saneamento83,9% · média 55%▲68,4% (2017) → 83,9% (2025)
Pontos de atenção
MCMV0,21 unidades/mil hab. · média 2,93 unidades/mil hab.
O que as séries históricas mostram
Tendência
O IDEB dos anos iniciais subiu de 3,2 em 2007 para 5,4 em 2023. O município acompanha o movimento nacional (4,0 → 5,8).
Nota composta por 10 de 10 indicadores · dados atualizados até 2025
📈45
Investir
Regular
Força econômica: produção, renda, mercado de trabalho e vulnerabilidade social.
Para quem pensa em investir em Belém, a nota 45 esconde um perfil desigual: renda acima da média, crescimento e mercado de trabalho abaixo. O melhor indicador é renda formal (3,3 SM ante 2,01 SM na média nacional). O que mais derruba a nota é crescimento populacional (-0,2% ao ano ante +0,7% ao ano na média).
Pontos fortes
Renda formal3,3 SM · média 2,01 SM
Pontos de atenção
Crescimento populacional-0,2% ao ano · média +0,7% ao ano▼1.432.844 (2014) → 1.397.315 (2025)
Empresas30,24 empresas/mil hab. · média 52,31 empresas/mil hab.
Saldo de empregos0,72 vagas/mil hab. · média 1,18 vagas/mil hab.
O que as séries históricas mostram
Destaque nacional
Belém está entre os 100 melhores municípios do Brasil em renda formal (posição 84 de 5.570).
Ranking nacional: posição 84 de 5.570
Valor mais recente: 3,3 salários mínimos (2023) · média nacional: 2,01 salários mínimos
O PIB per capita subiu de R$ 20.294 em 2015 para R$ 31.100 em 2023. A média nacional se moveu na mesma direção (R$ 19.635 → R$ 40.342), em ritmo mais intenso que o local.
PIB per capita: R$ 20.294 (2015) → R$ 31.100 (2023)
O número de empresas ativas subiu de 18.862 em 2015 para 42.248 em 2023. O movimento acompanha a tendência nacional (962 → 2.004), mas em ritmo bem mais forte.
Nota composta por 8 de 8 indicadores · dados atualizados até 2026
Pano de fundo
O contexto que liga as duas notas
Dinâmica populacional
A população passou de 1.432.844 para 1.397.315 habitantes entre 2014 e 2025 (-2,5%), ante +5,3% da média dos municípios brasileiros. Perda contínua de moradores costuma indicar migração por falta de oportunidades e pressiona a arrecadação local.
Calculamos a semelhança entre municípios por similaridade de cosseno sobre cada dimensão. Abaixo, as cidades mais próximas de Belém em três critérios — porte, renda e IDH — e por que são parecidas.
Gerado por IA·Revisado por Painel das Cidades· 26/05/2026
Belém apresenta o perfil de uma metrópole amazônica em profunda transição estrutural, caracterizada por avanços significativos em saneamento, segurança pública e atração de empresas, que contrastam com uma persistente vulnerabilidade social e uma recente retração demográfica. O expressivo crescimento do PIB per capita e a duplicação do número de empresas ativas nos últimos anos sinalizam um dinamismo econômico emergente, impulsionado pela formalização de negócios. Contudo, a elevada dependência de programas de transferência de renda (Bolsa Família) e a estagnação da mortalidade infantil revelam que a riqueza gerada ainda enfrenta barreiras severas para se traduzir em bem-estar social homogêneo. A segurança pública destaca-se como o principal vetor de melhoria na qualidade de vida, registrando uma queda drástica nos índices de violência na última década, o que reposiciona a capital paraense como um ambiente mais seguro para investimentos e desenvolvimento urbano.